cuidado centrado no paciente

Como implantar práticas de cuidado centrado no paciente em clínicas médicas?

Para colocar em prática essa estratégia de atendimento e obter sucesso, o paciente deve estar no centro de tudo. Veja as principais dúvidas que envolvem a saúde do seu paciente! 

Resultados clínicos surpreendentes, envolvimento nas decisões sobre serviços de saúde e tratamentos mais eficazes e focado nas necessidades do paciente são algumas das vantagens em proporcionar uma melhor experiência aos seus pacientes. 

Apesar de o termo “patient centricity”, ou cuidado centrado no paciente, estar em alta no momento, muitas dúvidas sobre o que ele realmente significa podem surgir.  

Para alguns ainda falta entender que o paciente também é um cliente. o comportamento de clientes, de forma geral, é ativo. Ou seja, eles gostam de ter voz. Com pacientes, acontece o mesmo, eles querem ter voz e participar ativamente do seu processo de cura.  

Isso quer dizer que médico e paciente precisam trabalhar em conjunto para construir um tratamento que se adeque às necessidades individuais de cada pessoa. 

Por isso, o cuidado centrado no paciente atende muito bem a essas novas exigências de humanização da medicina.  

Para te ajudar a buscar as melhores práticas de cuidado centrado no paciente, aqui vamos te mostrar:  

  • O que é a saúde e o cuidado centrado na pessoa; 
  • Se é possível colocar o paciente no centro do cuidado; 
  • Que tipos de diretrizes você vai precisar seguir.  

Confira! 

O que é o cuidado centrado no paciente?

Ter um cuidado centrado no paciente pode parecer óbvio, já que ele é o fator principal de um tratamento médico.

Mas, nessa modalidade em especial tudo vai além, elaengaja o paciente e sua família durante todo o processo de tratamento, reconhecendo as necessidades individuais da pessoa e as colocando em primeiro lugar. 

Mas, o que isso quer dizer na prática? 

Esse tipo de cuidado individualizado integra e humaniza o atendimento médicoEssa nova abordagem pode ser aplicada em pacientes de todas as idades, dos recém-nascidos até os idosos.   

Não se trata apenas de entender somente a doença em si, mas também a vida emocional do paciente e tudo o que isso engloba.  

Qual a importância do cuidado centrado no paciente?

Como já foi dito nesse texto, muitas pessoas desejam ter um papel ativo no cuidado da própria saúde e qualidade de vida 

Colocar o paciente no centro de sua saúde pode parecer automático, mas sabemos que não funciona bem assim na prática. 

Nas palavras de LaurMosqueda, professora de Medicina da Família na Keck School of Medicine, na Universidade do Sul da Califórnia, 

Por muito tempo, nosso sistema médico se concentra no tratamento de doenças ao invés de focar no cuidado de uma pessoa com doenças.

Essa fala de Mosqueda traz à tona um questionamento que permeia o objetivo do cuidado centrado no paciente: por que não apoiar essas pessoas para que, a longo prazo, possam administrar a sua própria saúde, sem sair de casa? 

Além da relevância de garantir humanização ao tratamento, aderir a essa modalidade também é importante para os custos com saúde.

Quando colocamos as pessoas em primeiro lugar, investindo em comunicação e prevenção, esses custos diminuem.  

Essa realidade já pode ser vista na Europa. People Powered Health Programpor exemplo, prevê uma economia de 5 bilhões de euros/ano com essa nova abordagem.

Como deve ser o cuidado centrado no paciente?

Health Foundation definiu um referencial composto de quatro princípios que definem o cuidado centrado na pessoa. 

  1. Assegurar que as pessoas sejam tratadas com dignidade, compaixão e respeito; 
  2. Oferecer um cuidado, apoio ou tratamento coordenado;
  3. Oferecer um cuidado, apoio ou tratamento personalizado;
  4. Apoiar as pessoas para  que reconheçam e desenvolvam as suas próprias aptidões e competências, a fim de terem uma vida plena e independente.  

Repare, então, que os quatro princípios do cuidado centrado na pessoa passam a ser: 

quatro princípios do cuidado centrado na pessoa

Longe de ser uma relação em que o profissional de saúde é o especialista e o paciente apenas segue suas ordens, o relacionamento médico-paciente deve ser de parceria. 

Trabalhando juntos, médico e paciente alcançam objetivos em conjunto para entender o que é importante para o indivíduo atingir seus objetivos, com todo o suporte emocional necessário. 

Como colocar o paciente no centro do cuidado?

Antes de mais nada, para adaptar-se à essa nova forma de trabalho, você precisa estar aberto às novas abordagens.  

Veja alguns exemplos de acordo com o Guia Rápido “Simplificando o cuidado centrado na pessoa” — do Instituto Proqualis — para se inspirar e começar a focar as suas estratégias em saúde no seu paciente! 

Respeito pelos valores e preferências do paciente

Entender que o paciente é um ser único é um grande passo a ser dado. Pensando por essa óptica, as preferências do paciente, então, são escolhas que a pessoa faz ao se deparar com decisões relacionadas a sua saúde e tratamento, com base em suas vivências, crenças e valores. 

Por isso, vale lembrar que: 

– O respeito à autonomia do paciente deve ser reconhecido; 

– A veracidade e direito à informação é um princípio da ética médica; 

– A participação na tomada de decisão é um direito do paciente e sua família. 

Planejamento do cuidado

Como você pode perceber, esse é um dos pilares que oferecem apoio ao paciente. Você vai precisar planejar, e muito, mas sempre colaborando com o seu paciente 

Esse processo envolve:  

– Examinar o que é mais importante; 

– Identificar o melhor tratamento; 

– Definir objetivos; 

– Executar ações necessárias para atingir esses objetivos; 

– Apoiar o paciente na escolha de melhores estratégias em saúde.  

Informação, comunicação e educação

Mais um ponto interessante é estreitar a relação entre profissionais de saúde, família e paciente, assim, valorize as melhores formas de lidar com o emocional do paciente e seus familiares. 

Pensando em pacientes que requerem assistência médica por muitos anos, o conhecimento da sua condição é fundamental para que o tratamento não seja prejudicado. 

Com isso, não se esqueça de que: 

– O acesso à informação é um componente ético essencial na conduta terapêutica; 

– Educar o paciente para que ele seja protagonista, sabendo como e quando agir;

– Envolver familiares e amigos, já que eles têm papel fundamental na saúde do paciente.

8 princípios do cuidado centrado na pessoa:

Quando uma pessoa tem acesso à informação de qualidade, ela pode escolher o tratamento adequado que seja mais barato e menos invasivo.

Por isso, o Institute of Medicine elaborou 8 princípios básicos para esta prática:

1. Respeito pelos valores, preferências e necessidades dos pacientes:

Sabendo que cada paciente é único, você deve traçar um plano que supre às necessidades individuais de cada pessoa.

2. Coordenação e integração do cuidado:

Este princípio é importante para reduzir o sentimento de vulnerabilidade do paciente.

3. Informação e educação:

A educação e o apoio são fundamentais para ajudar os pacientes na tomada de decisões sobre os seus próprios cuidados.

4. Conforto físico:

Com o objetivo de melhorar a experiência do paciente, não se esqueça desse princípio!

5. Auxílio emocional e alívio do medo e ansiedade:

Para dar autonomia e protagonismo ao seu paciente!

6. Envolvimento de familiares e amigos:

Eles são peça-chave nesse processo!

7. Continuidade e transação:

Você deve oferecer condições favoráveis aos seus pacientes para dar continuidade ao processo de cura.

8. Acesso ao cuidado:

O fácil acesso ao cuidado faz com que o paciente possa acessá-lo quando precisar.

Existe algum curso sobre o cuidado centrado na pessoa?

Além de todo conteúdo que você encontra disponível na internet, algumas empresas oferecem certificações em Cuidado centrado no Paciente.

Conheça algumas delas:

Fundamentos Planetree – O Cuidado Centrado na Pessoa:

Se você busca referência e conteúdo atualizado, uma ótima opção é o curso do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.

A grade é bem completa. Você vai receber, ao final do curso, um certificado válido e já vai poder aplicar as práticas no seu negócio!

Certificação em Princípios do Cuidado Centrado na Pessoa:

O Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA) oferta o curso de Cuidado Centrado na Pessoa com Certificação ISQua/CBA. É uma certificação a nível internacional. Sabe o melhor? Totalmente online!

– Experiência do Paciente e Cuidado Centrado na Pessoa:

O último curso da nossa lista é ministrado pela Paula Viceconti Nahas, disponível na plataforma InforHealth. Perfeito para quem dispõe de pouco tempo e prefere aulas em tempo real e rápidas.

Um dos temas abordados no curso são ferramentas e estratégias para engajamento do Corpo Clínico junto as estratégias de Experiência do Paciente.

Perguntas frequentes:

Como é o cuidado centrado no paciente e na família?

O cuidado centrado no paciente é uma abordagem de cuidado que coloca o indivíduo e sua família no centro de todas as decisões de cuidados em saúde. Provendo a educação e o apoio para que os pacientes tomem decisões e participem dos seus próprios cuidados.

Como praticar nas instituições o cuidado centrado no paciente?

O primeiro passo é apoiar e incentivar o paciente a tomar decisões corretas sobre a sua saúde. Além de envolver familiares e amigos, já que eles têm papel fundamental na saúde do paciente.

O cuidado centrado na pessoa poupa dinheiro?

Quando uma pessoa tem acesso à informação de qualidade, ela pode escolher o tratamento adequado que seja mais barato e menos invasivo. Portanto, sim! Você vai reduzir custos com o cuidado centrado no paciente.

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