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Como manter a sua equipe médica engajada?

Se você está traçando estratégias para que a sua clínica se torne referência no mercado, ofereça as melhores condições para a sua equipe médica se sentir motivada.

Manter o engajamento da sua equipe em alta pode ser um grande desafio. Por isso, a gestão do seu negócio deve estar totalmente direcionada a esse objetivo.

Uma equipe médica comprometida, com um desempenho de excelência e reconhecida pela sua dedicação, é fundamental para alcançar resultados positivos.

Continue lendo e descubra as melhores dicas para manter uma equipe médica engajada!

O engajamento da equipe médica hoje

Quando pensamos em motivação e engajamento profissional de uma equipe, logo surge a pergunta: como posso manter a minha equipe médica motivada no trabalho?

Empresas de todas as áreas têm o desafio de manter uma equipe coesa e engajada.

Para clínicas médicas, esse aspecto é ainda mais importante, já que o relacionamento com o paciente está entre os diferenciais que ajudam o negócio a prosperar.

Despertar o engajamento na equipe médica requer envolvimento intelectual e emocional dos profissionais.

Ou seja, os membros da equipe têm clareza do propósito pelo qual estão trabalhando. Sabem, também, que a humanização no atendimento só é possível com uma atuação colaborativa.

Profissionais motivados tendem a ser mais produtivos. O reflexo desse engajamento fica evidente na satisfação dos pacientes e na performance da clínica.

Por isso, fique atento aos fatores que podem desestimular a equipe médica no exercício de suas atividades. Alguns exemplos são:

  • Clima organizacional desfavorável;
  • Ambiente de trabalho inadequado;
  • Falta de valorização;
  • Poucas perspectivas de desenvolvimento.

Qual a relação entre gestão e produtividade?

A gestão é importante, pois é através dela que você pode estruturar seu corpo clínico e garantir o engajamento da equipe médica.

Uma equipe motivada gera bons resultados que refletem no atendimento oferecido aos seus pacientes. Além da gestão, é importante ter um objetivo claro a ser seguido.

Por exemplo, se o objetivo da sua clínica é atrair novos pacientes e ter um crescimento saudável no mercado, é preciso criar estratégias de médio a longo prazo para melhorar o desempenho da equipe.

E que estratégias seriam essas? Antes de tudo, é preciso criar seu objetivo e, a partir dele, decidir em quais áreas é necessário realizar mudanças.

Seus pacientes também podem colaborar no processo! Realize pesquisas de satisfação, entenda o que eles pensam sobre o seu negócio e, com isso, identifique em quais áreas necessitam ser feitas modificações.

Veja abaixo algumas dicas de como organizar e melhorar o desempenho da sua equipe:

1. Conheça a sua equipe médica

Saiba exatamente quem são as pessoas que trabalham com você! Conhecer os seus colaboradores ajuda a criar caminhos estratégicos para explorar a capacidade de cada um e mantê-los engajados.

O ambiente de trabalho é composto por pessoas diferentes. Por isso, há uma grande dificuldade em manter todos motivados. É preciso ter jogo de cintura e entender as necessidades de cada colaborador.

2. Invista no desenvolvimento profissional

Forneça aos seus colaboradores oportunidades de crescimento profissional. Quando a rotatividade de pacientes é baixa em sua clínica, disponibilize também treinamentos.

Cuide do bem-estar e do desenvolvimento tanto pessoal quanto profissional da equipe médica. Ofereça um ambiente de trabalho agradável e oportunidades de capacitação.

O mercado está em constante atualização. Portanto, quanto mais preparada for a sua equipe, mais resultados positivos serão obtidos. Isso se reflete diretamente no andamento das rotinas médicas para influenciar a relação da clínica com seus pacientes.

3. Estabeleça a comunicação entre os setores

Um grande desafio para o gestor clínico hoje é manter a sua equipe unida e produzindo. Isso acontece pois, no ambiente de trabalho, há pessoas que agem e pensam de maneira diferente.

Sendo assim, para a sua equipe permanecer motivada, realize a integração dos setores, por exemplo.

A parte administrativa deve dialogar com a equipe médica, pois a comunicação entre as partes dentro da empresa é um assunto importantíssimo.

Nesse sentido, você pode optar por ferramentas que auxiliam essa comunicação remota, como os chats, que são rápidos e efetivos entre os colaboradores.

4. Dê preferência para a automação dos processos

Outra dica indispensável é a automatização dos processos da clínica.

Um ponto que sempre abordo é a importância de um software de gestão. A adesão traz bons resultados para a gestão clínica, pois fornece otimização das rotinas diárias.

De acordo com estudos recentes, podemos afirmar que a tecnologia contribui diretamente para a melhoria no desempenho da equipe médica.

Com um software médico, você pode aumentar a produtividade desde as recepcionistas, que são responsáveis pelo primeiro contato do paciente com a clínica, até os médicos, que dão continuidade ao relacionamento.

4 aspectos fundamentais em uma equipe médica

Perfis adequados

É mais fácil manter o engajamento de um profissional responsável por uma atividade coerente com o seu perfil.

Algumas pessoas são bastante técnicas, enquanto outras se identificam com funções relacionadas à gestão.

Entenda o que você busca para as diferentes funções da sua equipe médica e escolha profissionais alinhados com as características desejadas.

Formação da equipe

Avalie elementos comportamentais nos processos seletivos para compor a sua equipe médica.

Utilize ferramentas que identifiquem se há uma tendência natural à motivação, ao trabalho em grupo e à visão sistêmica da clínica.

Selecione os candidatos com boas habilidades de comportamento e ainda conhecimento técnico necessário para a função.

Objetivos claros

Os membros da sua equipe médica precisam entender o que você espera deles – quais atitudes, condutas e resultados.

Seja transparente em relação às metas da clínica e defina os objetivos que devem ser alcançados em grupo.

Fale também sobre metas individuais e disponibilize feedbacks constantes em relação ao andamento do trabalho.

Liderança e cooperação

Esteja próximo da sua equipe médica, mostrando na prática como a clínica se posiciona. Assuma a responsabilidade de liderar a condução das atividades.

Lembre-se: liderar exige observação! Permaneça atento à fluidez do trabalho e note como você, na posição de gestor, pode contribuir com o engajamento e a produtividade.

Como líder, você precisa incentivar a colaboração. Isto é, uma equipe médica integrada, que se comunica com eficiência, pode oferecer uma assistência mais completa aos pacientes.

Como manter sua equipe médica motivada?

Você já percebeu que deve ter participação ativa para que os aspectos fundamentais de uma equipe médica sejam garantidos, não é mesmo?

Agora, vamos nos aprofundar em questões relacionadas à gestão da sua clínica médica – e que impactam no engajamento da equipe:


Alinhamento entre expectativa e realidade

Esse é um ponto que você deve se atentar já no momento da admissão.

Se um profissional entrar para a sua equipe médica com uma expectativa que não vai ser atendida, pode ficar frustrado e desmotivado com o tempo.

Isso deve ficar claro já na fase de entrevistas, e não quando o profissional for contratado.

Seja sincero em relação ao que você tem para oferecer, ao momento da sua clínica e às expectativas de futuro. Esse é o início do caminho para manter profissionais engajados!

Falsas expectativas podem levar à alta rotatividade. Por isso, faça reuniões periódicas e atualize os profissionais sobre a situação e os objetivos do negócio.

Remuneração e incentivos

Você sabe se os benefícios oferecidos à equipe médica são condizentes com as práticas em Saúde?

Acompanhe entidades que debatem remuneração e condições de trabalho na área, como o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (FENAM), para valorização dos profissionais que atuam na sua clínica.

Se você tem dúvidas sobre salários, pode ainda recorrer ao Guia para Implementação de Modelos de Remuneração baseados em valor, desenvolvido pela Agência Nacional de Saúde (ANS), para se informar.

Estude também uma tecnologia eficaz para operacionalizar a central de repasse médico, reduzindo possíveis descontentamentos da equipe médica quanto aos pagamentos.

Junto a uma remuneração justa, os incentivos de permanência também são importantes, como planos de carreira e qualificação contínua, incluindo capacitações.

Mostre aos profissionais que há espaço para desenvolvimento interno e esclareça como isso pode acontecer a médio e longo prazo.

Qualidade de vida como prioridade

Faça da sua clínica um espaço de qualidade para todos da equipe médica. Invista em infraestrutura e práticas de gestão que contribuam com o bem-estar dos profissionais.

Gerencie os processos de trabalho para que se construam relações amigáveis, reduzindo a ocorrência de situações desgastantes.

Valorize a opinião da equipe e incentive bons hábitos no dia a dia da clínica. Você pode oferecer recursos para que os profissionais se alimentem de forma equilibrada e tenham uma rotina regular de exercícios.

De que forma um software de gestão clínica pode aumentar a produtividade da equipe médica?

A recepcionista é a primeira a ter contato com o paciente, seja por telefone ou no dia a dia da clínica.

Ela é responsável por passar uma boa impressão e conquistar o paciente para que ele retorne à empresa. Caso isso não aconteça, é certo que o paciente não retornará mais.

Ao escolher o software, priorize a agenda! Ela deve ser intuitiva e de fácil manuseio para que a recepcionista possa focar em receber os pacientes e lhes dar a atenção necessária.

O recurso de agendamento online também aumenta a produtividade das recepcionistas, já que dá autonomia ao paciente para agendar suas próprias consultas e possibilita o preenchimento de horários vagos na agenda dos médicos.

Já com os médicos, o software clínico oferece o prontuário eletrônico e a otimização de dados do paciente em uma única tela. Isso reduz o tempo gasto nos atendimentos, abrindo espaços na agenda para atender mais pacientes.

A partir dessas dicas, planeje-se! A organização é sempre importante para dar um up no seu negócio e aumentar o desempenho da sua equipe médica.

A sua equipe médica é formada por pessoas e você precisa conhecê-las para manter o engajamento do grupo.Automatize os processos da sua clínica e tenha tempo para se dedicar ao desempenho dos colaboradores!

Perguntas frequentes:

Quais fatores engajam uma equipe médica?

A equipe médica é sensível a fatores desestimulantes, tais como clima organizacional desagradável, falta de valorização e poucas perspectivas de desenvolvimento.

O que é fundamental em uma equipe médica?

Uma boa equipe médica é formada por profissionais com perfis adequados para cada função, objetivos claros, liderança e cooperação.

Como manter a equipe médica motivada?

A partir do alinhamento entre expectativa e realidade, oferta de remuneração e incentivos, além de um ambiente que colabore com a qualidade de vida das pessoas.

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Passo a passo para aplicar a qualidade em Saúde na sua gestão

O esforço para oferecer um atendimento de excelência deve ser constante. E uma das formas de fazer isso é aplicando a gestão de qualidade em Saúde na sua empresa.

Talvez a maior preocupação de qualquer empresa seja ver os seus clientes satisfeitos. No caso dos serviços de saúde, não é diferente!

O paciente precisa ter confiança e se sentir acolhido para ter uma boa experiência.

Neste post, trouxemos informações e um passo a passo para te ajudar. Confira a seguir!

O que é gestão da qualidade em Saúde?

A gestão da qualidade em Saúde é um conjunto de práticas que objetiva aumentar a eficiência administrativa e otimizar a qualidade dos serviços prestados na área.

Por consequência, elas contribuem para a satisfação dos pacientes e ajudam empresas a alcançarem os padrões de exigência definidos pelos órgãos reguladores.

Trata-se, portanto, de um processo de melhoria contínua que requer investimentos em áreas como educação, tecnologia e inovação.

Os gestores de qualidade em Saúde devem promover uma aproximação entre técnicas e estratégicas para garantir o sucesso do negócio, pois implicam em mudanças estruturais na clínica ou consultório.

3 modelos de gestão da qualidade em Saúde

Listamos 3 (três) modelos de gestão da qualidade em Saúde que podem ser aplicados como filosofias gerenciais.

Lean Manufacturing

Este modelo possui uma abordagem sistemática com foco em eliminar desperdícios. O objetivo é melhorar a produção, utilizando os recursos de forma inteligente.

De acordo com o Lean Manufacturing, há 8 (oito) tipos de desperdício a serem evitados:

  1. Transporte;
  2. Inventário;
  3. Movimentação;
  4. Espera;
  5. Produção excessiva;
  6. Processamento excessivo;
  7. Defeito;
  8. Conhecimento.

É preciso eliminar processos desnecessários, que não agregam valor para o paciente.

Círculos de Controle de Qualidade (CCQ)

Os Círculos de Controle da Qualidade em Saúde (CCQ) são grupos de 3 (três) a 7 (sete) pessoas, compostos por funcionários que podem ou não ser do mesmo setor.

Além de mudanças focadas na resolução de problemas, o grupo pode sugerir o uso de estratégias de inovação e a implementação de mudanças em certas atividades.

A participação nos círculos é feita por meio de inscrição voluntária. Para que o grupo seja ativo e o método funcione, algumas funções devem ser distribuídas entre os membros:

  • Líder: responsável por conduzir as reuniões e manter o foco;
  • Coordenador: divulga as informações do círculo e busca treinamento para o grupo;
  • Secretário: redige as atas e arquiva as informações;
  • Membros: estudam e observam quando é preciso implementar melhorias.

É importante lembrar-se de que todas as funções acumulam também as atividades de membro.

6 (seis) Sigma

De acordo com a metodologia 6 (seis) Sigma, é preciso criar uma rotina de trabalho para implementar melhorias na sua empresa. Para isso, foi elaborado o modelo DMAMC:

  • Definição: definir o que se espera do projeto;
  • Medição: obter dados do processo;
  • Análise: identificar as causas do problema;
  • Melhoria: propor soluções para cada causa;
  • Controle: monitorar resultados.

Este modelo usa ferramentas de estatística para o monitoramento e controle do processo.

Como conquistar qualidade em Saúde na sua clínica?

Conquistar qualidade em Saúde é uma tarefa árdua que envolve um processo contínuo. Desse modo, preparamos um passo a passo para ajudar você a colocar isso em prática!

1. Faça um diagnóstico da sua empresa

Observe em sua empresa os pontos que precisam ser melhorados. Você pode usar a ferramenta SWOT para determinar suas forças, fraquezas, oportunidades e ameaças.

Colhendo essas informações, você extrai o máximo de insumos possível e se prepara para o futuro, prevendo e minimizando os impactos negativos.

2.  Reflita sobre o modelo de gestão ideal

Dependendo do tamanho e do escopo da sua empresa, um modelo será mais adequado do que o outro. É preciso pensar sobre a aplicabilidade do método.

Afinal, qual desses modelos melhor se encaixa na rotina da sua clínica ou consultório? Você tem funcionários que possam dedicar tempo às atividades do CCQ? Ou, é mais adequado criar um projeto com base no método 6 (seis) Sigma?

Avalie com cautela as suas opções antes de determinar o modelo ideal!

3. Invista em treinamento e capacitação

Como dissemos anteriormente, a qualidade em Saúde requer investimento em educação, tecnologia e inovação.

Para implementar o modelo CCQ, por exemplo, é necessário promover treinamentos para o grupo responsável pelo controle de qualidade.

Seja qual for o modelo escolhido, as melhorias dependem de uma equipe bem treinada. Assim, investir em capacitação é fundamental para todos os envolvidos nesse controle.

Outro fator importante é a implementação de uma ferramenta que auxilie na integração dos processos.

Como a Feegow pode ajudar?

O Feegow Clinic pode ajudar na gestão de qualidade em Saúde, oferecendo uma série de recursos para organizar a rotina da sua clínica.

Abaixo, listamos algumas das nossas mais de 200 funcionalidades disponíveis:

Agenda

A gestão de agendas permite criar filtros de acordo com a disponibilidade de profissionais que trabalham com procedimentos específicos na sua clínica, agilizando o atendimento.

Prontuário

prontuário eletrônico é integrado aos módulos de agenda e solicitação de exames, em formato de linha de tempo. Logo, permite a visualização do histórico de atendimentos.

Financeiro

O módulo do Feegow Clinic te ajuda a manter suas finanças organizadas. Com ele, você pode manter sob controle o fluxo de caixa com total proteção de dados dos pacientes.

Autorizador de convênios

Também é possível facilmente realizar a autorização online de convênios e emitir guias de consultas. Tudo isso de forma integrada com o faturamento, é claro.
Quer aumentar a qualidade em Saúde na sua clínica? Baixe o e-book que preparamos com dicas essenciais para administradores de clínicas!

Perguntas frequentes:

O que é gestão da qualidade em Saúde?

A gestão da qualidade em Saúde é um conjunto de ações para otimizar processos e melhorar os serviços de clínicas e consultórios.

Quais são os principais modelos de gestão?

Os principais modelos de gestão da qualidade em Saúde são: Lean Manufacturing, Círculos de Controle de Qualidade e 6 (seis) Sigma.

Como obter qualidade em Saúde na sua clínica?

Para obter qualidade em Saúde, é preciso identificar o que deve ser melhorado; refletir sobre o modelo de gestão ideal e implementá-lo, investindo em treinamento e integração.

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Qual é a importância do sigilo médico e como lidar com o paciente?

Entre todos os princípios que regem a atuação na Saúde, o sigilo médico está entre os mais rigorosos. Na prática, esse valor deve sustentar as relações médico-paciente.

O sigilo médico não é apenas uma conduta ética recomendada, mas uma exigência da profissão, prevista no Código de Ética Médica e no Código Penal.

Há muitas razões para você garantir que o sigilo médico seja preservado por todos os profissionais da sua clínica.

Siga com a leitura para entender o que é sigilo e por que esse assunto é tão importante no exercício da Medicina.

Qual é a importância do sigilo médico?

O sigilo médico assegura que os dados pessoais dos pacientes não sejam compartilhados sem o seu devido consentimento.

Essa lógica está ancorada em outro princípio ético, que protege a autonomia do paciente.

Entende-se autonomia como o direito de uma pessoa decidir como as informações do seu próprio estado de saúde serão utilizadas.

Dessa forma, todos os profissionais que, em razão da atividade que exercem, têm acesso a essas informações, são obrigados a mantê-las em segredo.

Mas o sigilo não se limita a um compromisso. Ele também contribui para a humanização na relação médico-paciente e torna positiva a experiência na sua clínica ou consultório.

O que diz a lei sobre o sigilo médico?

Para entender o que é sigilo médico, é preciso recorrer às principais fontes que o definem em termos oficiais.

O Código de Ética Médica, organizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), trata do sigilo no capítulo I, que descreve os princípios fundamentais da profissão:

XI – O médico guardará sigilo a respeito das informações de que detenha conhecimento no desempenho de suas funções, com exceção dos casos previstos em lei.

Também há referência à violação de segredo profissional no Código Penal brasileiro, com indicativo de pena por infração:

Art. 154 – Revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem:

Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa.

Em quais situações o sigilo médico pode ser quebrado?

De modo geral, o sigilo médico precisa ser cumprido à risca. Há casos muito específicos, como os citados a seguir, em que é permitida a divulgação de informações:

  • Autorização expressa do paciente ou de seus responsáveis legais;
  • Notificação compulsória de determinadas doenças transmissíveis;
  • Ferimentos por arma de fogo ou similares;
  • Abortos criminosos;
  • Suspeita de abuso a idosos ou ao cônjuge;
  • Suspeita de abuso ou agressão infantil;
  • Suspeita de ferimento causado por ato criminoso.

Lembre-se: essas situações são exceção! Você deve pautar o seu relacionamento com os pacientes em confiança. Assim, pode identificar com maior assertividade a ocorrência de fatos que se enquadrem na quebra de sigilo.

É importante que você não tome qualquer atitude sem embasamento. Procure um conselho de classe e orientação jurídica para se certificar sobre como deve agir.

Como o sigilo médico impacta alguns recursos?


Além do médico não poder revelar informações sobre os seus pacientes a terceiros, ele também tem responsabilidade de proteger esses dados.

Isso impacta em alguns de seus recursos, pois é necessário garantir a segurança e a boa gestão dos registros.

Prontuário médico

Por lei, você precisa manter os prontuários dos seus pacientes sob responsabilidade de um médico pelo período de 20 anos.

As informações no prontuário podem ser solicitadas para uso em investigações criminais ou reconhecimento de corpo.

Por isso, os prontuários devem estar completos, com registros de consultas, exames e laudos, por exemplo. Também é preciso adicionar resultados enviados por laboratórios.

Tudo o que consta no prontuário faz parte do sigilo médico e deve ser conservado em segurança, com fácil acesso para o profissional.

Gestão da informação


Como você viu, por motivos legais, é preciso armazenar documentos por muitos anos.

Esta determinação afeta seus recursos, pois se você não possui um software de gestão clínica, será preciso dispor de um espaço para armazenar toda a papelada.

Por isso, vale a pena investir em um sistema que permita utilizar prontuários eletrônicos e arquivá-los na nuvem.

Desse modo, você não vai precisar recorrer à memória do seu computador, nem se preocupar com o limite de arquivos anexos ao prontuário, por exemplo.

As informações estarão protegidas, com acesso liberado somente aos profissionais que você designar por meio de login e senha.

Vigilância da conduta profissional

Mesmo com todo o aparato tecnológico, é possível garantir o sigilo médico apenas com a constante vigilância da conduta profissional.

A ampliação da telemedicina concentrou a relação médico-paciente no ambiente digital. Da mesma forma como nas consultas presenciais, o sigilo deve ser praticado online.

Ainda que você discuta quadros clínicos com outros colegas em conversas por aplicativo, nenhuma informação pessoal sobre o paciente pode ser revelada.

Observe a si mesmo no dia a dia da profissão. Como gestor, leve o assunto aos demais profissionais que fazem parte da sua equipe médica.

Quais são os benefícios para a relação médico-paciente?


O comprometimento com o sigilo médico traz vantagens significativas à sua relação com o paciente e ao desempenho da clínica ou consultório. Veja quais são:

  • Construção de um vínculo sólido, honesto e transparente com os pacientes;
  • Maior compartilhamento de informações, assertividade no diagnóstico e cuidado centrado no paciente;
  • Maior adesão aos tratamentos propostos;
  • Fidelização dos pacientes, que se sentem à vontade para indicar o profissional a outras pessoas.

Agora que você tem clareza sobre a relevância do sigilo no exercício da sua profissão, veja como pode aperfeiçoar a coleta e a segurança das informações.

Conte com o apoio dos nossos formulários para melhorar a sua anamnese e tornar os prontuários dos seus pacientes ainda mais completos!

Perguntas frequentes:

O que é sigilo médico?

O sigilo médico é um princípio ético que garante a não divulgação de dados pessoais dos pacientes sem o devido consentimento.

Qual é a importância do sigilo médico?

O sigilo médico preserva o direito dos pacientes de decidir o que fazer com informações a respeito do seu próprio estado de saúde.

O que diz a lei sobre o sigilo médico?

O Código Penal prevê detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa, por violação do segredo profissional – o que se aplica ao sigilo médico.

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O que é acreditação ONA e como obter na sua clínica?

Você já ouviu falar em acreditação ONA? Saiba que, com esse certificado, a sua clínica pode ganhar mais credibilidade e participar de um programa de melhoria contínua!

Continue lendo e descubra o que é a acreditação ONA, como obter na sua clínica e quais são os seus benefícios.

O que é acreditação ONA?

Antes de explicar o que é a acreditação, precisamos entender o que significa a sigla ONA.

A Organização Nacional de Acreditação (ONA) é uma instituição não governamental, sem fins lucrativos. Seu objetivo é aprimorar a gestão, a segurança e a qualidade dos serviços de saúde no Brasil, por meio do Sistema Brasileiro de Acreditação.

A acreditação ONA é uma metodologia de avaliação que promove a qualidade desses serviços. As organizações buscam a certificação de forma voluntária, pois não é um processo fiscalizatório, e sim educativo.

O certificado é concedido às empresas que atendem aos padrões preestabelecidos pela ONA. Para estimular a melhoria contínua, ele tem prazo de validade e o programa é revisto periodicamente.

Qual a diferença entre a acreditação ONA e a certificação ISO?

Além da ONA, existem outras ferramentas de qualidade em gestão. Antes de falar sobre elas, precisamos diferenciar acreditação de certificação.

Da mesma forma que a acreditação, a certificação é uma avaliação elaborada a partir de critérios previamente estabelecidos. No entanto, eles são mais genéricos e se referem a gestão e otimização de processos.

A acreditação, por sua vez, realiza uma análise mais profunda. Além de considerar a metodologia de gestão de uma empresa, ela avalia também aspectos técnicos. Isso possibilita uma melhoria mais ampla dentro da instituição.

ISO 9001

A ISO é uma organização não governamental fundada em Londres e, depois, transferida para Genebra.

A ONG possui representação em 165 países e atua na unificação de normas técnicas. No Brasil, ela é representada pela ABNT.

ISO 9001 é um conjunto de normas que as empresas precisam observar para obter a certificação. Os critérios atestam se um negócio é capaz de otimizar processos internos e aumentar a satisfação dos clientes.

Quais são os níveis de acreditação ONA?

A ONA possui 3 (três) níveis de acreditação. Eles possuem exigências diferentes e são organizados em uma hierarquia.

Cada nível demonstra um diferente grau de maturidade e desenvolvimento do negócio:

Nível 1 – Acreditado

A organização cumpre em pelo menos 70% os padrões de qualidade e segurança definidos pela ONA. São avaliadas todas as áreas de atividade da instituição, tanto em aspectos estruturais como assistenciais. O certificado vale por 2 (dois) anos.

Nível 2 – Acreditado Pleno

A organização cumpre, em pelo menos 80%, os padrões de qualidade e segurança, ou em 70% os padrões de gestão integrada.

Além disso, é preciso demonstrar que os processos ocorrem de maneira fluída e plena entre as atividades. O certificado vale por 2 (dois) anos.

Nível 3 – Acreditado com Excelência

A organização cumpre em pelo menos 90% os padrões de qualidade e segurança, em 80% os padrões de gestão integrada ou em 70% os padrões de excelência em gestão.

É preciso demonstrar uma cultura organizacional de melhoria contínua com maturidade institucional. O certificado vale por 3 (três) anos.

Essa avaliação organizada em níveis possibilita uma evolução gradual, pois as empresas têm a oportunidade de melhorar sua avaliação a cada vez que o certificado expira.

Como obter a acreditação ONA?

Para obter a acreditação ONA, a organização deve observar os critérios de elegibilidade:

  • Estar legalmente constituída há pelo menos 1 (um) ano;
  • Possuir alvará de funcionamento;
  • Contar com licenças sanitária e outras pertinentes à natureza da atividade;
  • Ter registro do responsável técnico, de acordo com o perfil da organização.

Minha organização cumpre todos os critérios. E agora?

O próximo passo é entrar em contato com uma das instituições credenciadas. São elas que conduzem as etapas para a acreditação ONA.

A instituição credenciada irá planejar a visita, realizar a avaliação e elaborar o relatório. Em seguida, será emitido um parecer relativo ao processo.

A clínica deve efetuar o pagamento da taxa junto à Organização Nacional de Acreditação.

É importante ressaltar que o órgão garante o sigilo de todas as informações cedidas pelas empresas de saúde durante a verificação.

Principais benefícios da acreditação ONA

Ter sua clínica acreditada pela ONA traz uma série de benefícios. Confira os principais:


Melhoria constante

Por ser um programa voluntário e educativo, é possível evoluir de maneira gradual e planejada.


Redução de custos

A implementação de processos mais eficientes se reflete diretamente no uso dos recursos da clínica ou consultório.


Aumento na motivação da equipe

A melhora no ambiente de trabalho aumenta o bem-estar e faz com que a equipe se sinta evoluindo junto a empresa.


Maior visibilidade e credibilidade no mercado

Os padrões ONA são reconhecidos internacionalmente, sendo que a organização atua no Brasil desde 1999 para a melhoria dos cuidados com o paciente.


Identificação e resolução de problemas

O processo de avaliação ajuda os gestores a identificar os problemas. Assim, eles podem encontrar soluções de forma mais rápida.


Aumento da satisfação dos clientes

Toda melhora nos padrões de qualidade e segurança impacta a experiência do paciente, que passa a se sentir melhor acolhido.

Que tal ajudar sua clínica a cumprir com todos os requisitos para a acreditação ONA? Preparamos este e-book com dicas fundamentais para o planejamento estratégico da sua clínica!

Perguntas frequentes:

O que é acreditação ONA?

É uma metodologia que avalia empresas de saúde e concede um certificado para aquelas que cumprem os critérios de segurança e qualidade definidos pela ONA.

Quais são os níveis de acreditação ONA?

Os níveis de acreditação ONA são os seguintes: Nível 1 – Acreditado; Nível 2 – Acreditado Pleno e; Nível 3 – Acreditado com Excelência.

Como obter a acreditação ONA?

Depois de verificar se a empresa é elegível para obter a certificação, é preciso entrar em contato com uma instituição credenciada, que deve agendar uma visita para efetuar a avaliação e elaborar um parecer.

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O que diz a lei dos planos de saúde e quais foram as últimas mudanças?

A lei dos planos de saúde, ou Lei nº9.656/98, completa 23 anos no próximo mês de junho. Esse é um marco na regulamentação das operadoras de assistência à saúde no Brasil.

Os planos de saúde contratados após a lei entrar em vigor, em 2 de janeiro de 1999, precisaram se adequar às normas estabelecidas. Até hoje, esse segue como o principal norteador do segmento.

É por essa razão que clínicas e consultórios vinculados a convênios médicos precisam entender o que determina a lei dos planos de saúde e ficar por dentro das atualizações!

O que diz a lei dos planos de saúde?

Os planos de saúde existem no Brasil desde os anos 60. Por muito tempo, as operadoras tiveram liberdade completa para estabelecer as próprias regras e contatos.

Como você pode imaginar, o cenário gerou conflitos. Em muitos casos, os beneficiários se sentiram lesados e não tinham uma legislação que os amparasse.

A lei dos planos de saúde entra em cena para garantir uma relação mais justa entre operadoras e beneficiários, trazendo clareza sobre direitos e deveres de ambas as partes.

Além de definir as diretrizes contratuais, a legislação também foi ponto de partida para a criação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável por fiscalizar a aplicação da lei.

Com todo o aparato de regulamentação, a oferta de planos de saúde evoluiu bastante. Em dezembro de 2020, a ANS contabilizou 47,6 milhões de beneficiários em todo o país.

O que deve constar em contratos de planos de saúde?

As operadoras devem comunicar, com clareza, como cumprirão as exigências da lei dos planos de saúde na prestação de serviços ao beneficiário.

Por isso, é obrigação das operadoras inserir os seguintes pontos na redação do contrato:

  • Condições de admissão;
  •  Início da vigência;
  •  Períodos de carência para consultas, internações, procedimentos e exames;
  • Condições de perda da qualidade de beneficiário;
  • Eventos cobertos e excluídos;
  • Regime ou tipo de contratação;
  • Franquia, limites financeiros ou percentual de co-participação;
  • Bônus, descontos ou agravamentos;
  • Área geográfica de abrangência;
  • Critérios de reajuste e revisão das contraprestações pecuniárias;
  • Número de registro na ANS.

Principais aspectos na lei dos planos de saúde

A lei dos planos de saúde não só determina quais informações as operadoras precisam fornecer aos contratantes, como institui requisitos mínimos aos serviços prestados.

Cobertura essencial

Todos os planos de saúde são obrigados a cobrir consultas médicas ilimitadas, período de internação hospitalar e em CTIs, assistência de outros profissionais de saúde durante a internação, disponibilização de próteses, órteses e acessórios em casos cirúrgicos.

Vigência mínima e renovação

A vigência mínima do contrato, pela lei dos planos de saúde, é de 1 (um) ano. Não pode haver suspensão ou rescisão unilateral do contrato.

Só se aplica exceção, caso seja comprovada fraude ou não pagamento da mensalidade por até 60 dias no período de um ano.

A renovação pode acontecer automaticamente; no entanto, sem taxas adicionais em contratos individuais.

Carência para atendimento

A lei dos planos de saúde institui prazo máximo de 24 horas, após assinatura do contrato, para as operadoras oferecerem cobertura a casos de urgência e emergência.

O período de carência para os demais atendimentos pode chegar a 180 dias. Para partos, especificamente, há um prazo de até 300 dias para cobertura.

Política de reajustes

Pela lei dos planos de saúde, a política de reajustes precisa constar em contrato e seguir os direcionamentos divulgados pela ANS.

As operadoras podem praticar reajustes anuais ou quando houver mudança na faixa etária dos beneficiários em planos individuais ou familiares.

Reembolsos

A legislação permite que os beneficiários peçam reembolso em situações de urgência ou emergência, ou, ainda, se comprovar que não poderá utilizar os serviços.

O que pode ser visto como não conformidade?

Com base nas normas da lei dos planos de saúde, algumas condutas das operadoras podem ser consideradas ilegais. São elas:

Limite para período de internação

Os beneficiários têm direito a permanecer internados, recebendo os devidos cuidados, até a alta médica. As operadoras de planos de saúde não podem intervir nesse aspecto.

Também é proibida a suspensão ou rescisão do contrato durante o período de internação.

Acessibilidade restrita

Os planos de saúde não possuem permissão para barrar o acesso aos serviços em razão de idade ou deficiência.

Reajustes abusivos

As operadoras precisam respeitar a política de reajustes estabelecida em contrato. Os reajustes devem ter justificativa plausível, sem que se reflita em ação preconceituosa.

Não cobertura a doenças preexistentes

Após 2 (dois) anos de contrato, a operadora não pode negar cobertura a atendimentos relacionados a doenças ou lesões preexistentes.

Recálculo de carência

Em caso de atraso no pagamento das mensalidades, as operadoras ficam proibidas de realizar novo cálculo de carência para cobertura dos serviços.

O que pode ser feito é a cobrança de multas e juros, seguindo o que está disposto em contrato.

4 vantagens da lei dos planos de saúde

Nesse contexto em que há direitos e deveres estabelecidos, quais são as vantagens da lei dos planos de saúde?

1) Uniformização dos contratos

A legislação reduz as inúmeras brechas para conflitos judiciais, tornando mais seguros os convênios médicos.

2) Padronização de conduta

Com a aplicação da lei dos planos de saúde, as operadoras precisam cumprir requisitos na prestação de serviços – o que protege beneficiários e clínicas conveniadas.

3) Organização do setor

Com a regulamentação, a assistência suplementar à saúde se tornou mais estruturada, o que possibilitou também um crescimento qualificado.

4) Transparência

A lei dos planos de saúde ampliou o contato entre governo, setor regulamentado e público em geral. Isto é, a troca de informações é constante e mediada pela ANS.

Agora, você já sabe como a lei dos planos de saúde impacta a atuação das operadoras e todo o setor.

Faça parceria com prestadores comprometidos em cumprir a lei. No dia a dia, mantenha uma boa relação e siga processos efetivos para o faturamento dos planos de saúde.Se a sua estratégia é investir em convênio médico, veja as nossas dicas para aperfeiçoar a sua gestão financeira!

Perguntas frequentes:

O que diz a lei dos planos de saúde?

A lei dos planos de saúde traz diretrizes contratuais e regras para prestação de serviços, garantindo uma relação justa entre operadoras e beneficiários.

Quais foram as principais mudanças na lei?

A lei estabelece cobertura essencial, vigência mínima, prazos de carência, políticas de reajustes e reembolsos.

Quais as vantagens da lei dos planos de saúde?

Os principais benefícios são: contratos padronizados, conduta segura pelas operadoras, setor organizado e transparência com a sociedade.

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Gestão para clínicas

Qual é a importância da humanização na Saúde e como alcançá-la?

Os serviços de saúde estão entrelaçados com a vida humana. Faz todo o sentido que os profissionais da área se dediquem a entender como podem oferecer a melhor experiência de atendimento. E isso passa, sem dúvidas, pela humanização na Saúde.

Um paciente precisa entrar na sua clínica ou consultório e se sentir acolhido. Na prática, isso requer atenção em cada item do atendimento – do ambiente às pessoas.

Apenas com a integração de toda a equipe, direcionada a um mesmo objetivo, é que a humanização na Saúde se torna possível.

Qual é a importância da humanização na Saúde?

Se você olhar de forma empática, a cada paciente que entra na sua clínica ou consultório, encontrará uma história única.

Muitos fatores influenciam no modo como as pessoas se relacionam com a própria saúde. Muitas vezes, esse assunto desperta profunda vulnerabilidade.

É por isso que a humanização na Saúde contempla a dimensão integral do ser humano. Durante o atendimento, os aspectos físico, psicológico, cultural e social são considerados igualmente.

Uma experiência positiva de acolhimento se reflete em segurança para o paciente, e em imagem positiva para a sua clínica ou consultório.

Entretanto, não apenas os pacientes se beneficiam com a humanização na Saúde. Todos os profissionais envolvidos se percebem valorizados e fazem parte de um trabalho multidisciplinar.

Quais são os pilares na humanização na Saúde?

Assim como tudo o que envolve o ser humano, a humanização na Saúde está imersa em complexidade. Vamos entender como funcionam alguns dos pilares que a sustentam:

Relação médico-paciente

Em atendimentos humanizados, acolhimento é premissa básica. Olhar atentamente cada pessoa, chamá-la pelo nome, oferecer suporte e respeito.

Os profissionais de saúde devem colocar o paciente como foco; além de cultivar vínculos de confiança, preservando a intimidade e os direitos dos indivíduos.

Um ponto que interfere na relação médico-paciente é a forma como os profissionais se relacionam entre si.

A humanização na Saúde começa pelo entendimento de que todos os membros do corpo clínico são essenciais. Também devem ser reconhecidos integralmente enquanto seres humanos.

Quando a equipe absorve o verdadeiro significado de humanizar, a prática se naturaliza no modo como as pessoas – sejam pacientes ou não – são recebidas.

Também vale lembrar-se de que a relação médico-paciente deve seguir algumas diretrizes. O Código de Ética Médica, desenvolvido pelo Conselho Federal de Medicina, discorre em detalhes sobre a questão.

Ambiente

Na sua clínica ou consultório, os ambientes devem priorizar o encontro entre as pessoas. Os espaços devem ser funcionais e agradáveis, propícios para a humanização na Saúde.

Um fator importante em relação à infraestrutura é a garantia da privacidade de pacientes e profissionais. Todos precisam se sentir à vontade durante consultas e procedimentos.

Informações integradas

A humanização na Saúde se torna real quando as pessoas se conhecem. Por isso, as informações dos seus pacientes são um subsídio essencial e precisam ser preservadas.

Com um software para gestão de clínicas e consultórios, os profissionais têm acesso a todo o histórico do paciente. Isto é, os atendimentos podem ter um nível de personalização que, de outro modo, seria pouco viável.

Princípios da Política Nacional de Humanização (PNH)

Em 2003, a humanização na Saúde alcançou um novo patamar de relevância com a publicação da Política Nacional de Humanização (PNH) pelo Ministério da Saúde.

A partir desse marco, todo o sistema de saúde se voltou à construção de um novo modo de cuidado, que abrange pacientes, famílias e profissionais da área.

Pela PNH, 3 (três) princípios norteiam a humanização na Saúde:

Transversalidade

A aplicação da transversalidade na Saúde acontece com a comunicação entre diferentes pessoas e grupos.

Ou seja, profissionais de diversas especialidades trocam informações com a intenção de oferecer uma experiência de tratamento integrada ao paciente.

Transversalidade significa o entendimento de que é possível o diálogo entre as diferentes práticas de saúde e os especialidades com a experiência do paciente.

A união desses saberes contribui para promover a saúde de um modo corresponsável.

A ideia é quebrar o paradigma da hierarquização do conhecimento por meio da ampliação da comunicação entre pessoas e grupos antes isolados.

Nesse sentido, o princípio da transversalidade inclui indivíduos em diferentes contextos para considerar suas possíveis conexões.

Desse modo, com uma visão mais ampla, é possível apontar o melhor caminho para o desenvolvimento da saúde como defesa do valor da vida.

Indissociabilidade entre atenção e gestão

Por esse princípio, entende-se que as decisões de gestão interferem diretamente na atenção dada à saúde.

Por esse motivo, tanto os pacientes como os funcionários devem entender como funciona a gestão de serviços no sistema de saúde.

Além disso, é recomendada a coparticipação nas tomadas de decisão das organizações de saúde. Uma vez que elas têm reflexo em todo o processo do cuidado com a saúde.

É preciso considerar também que a atenção à saúde não é responsabilidade apenas da sua equipe. Afinal, no atendimento humanizado, o paciente assume papel de protagonista em relação aos seus cuidados.

Logo, uma gestão alinhada com a humanização na Saúde abre espaço para participação, entendendo que todas as partes contribuem para um objetivo comum.

Protagonismo, corresponsabilidade e autonomia dos sujeitos e coletivos

A corresponsabilidade significa que cada pessoa assume o papel de protagonista pela humanização na Saúde – seja ela um profissional, paciente ou membro da família.

Devemos entender o que envolve um atendimento humanizado, mas também é preciso autonomia de ação para que todos possam fazer a sua parte.

3 dicas para alcançar a humanização na Saúde

Gestão humanizada

Comece a orientar a gestão da sua clínica e consultório pelos pilares da humanização:

  • Mostre a sua equipe que há abertura para que as pessoas se expressem;
  • Esteja atento aos diversos fatores que interferem na execução do trabalho;
  • Respeite as limitações e ofereça apoio;
  • Valorize as contribuições individuais e faça a ponte para um trabalho conjunto.

Gestão de processos para humanização

Estabeleça processos direcionados à humanização na Saúde. Afinal, os processos mostram como a sua clínica funciona e de que forma as atividades se concretizam.

Junto a isso, disponibilize ferramentas tecnológicas para que a equipe tenha acesso às informações necessárias no dia a dia.

Avaliação

Faça pesquisas periódicas com a equipe e os pacientes para entender quais melhorias podem ser implementadas.

Converse com as pessoas, entenda o momento de cada um e como os profissionais da sua clínica ou consultório podem atuar para oferecer soluções.
Lembre-se: suas consultas já possuem um momento de conversa durante a anamnese. Invista nesse processo e conte com a ajuda dos nossos modelos gratuitos!

Perguntas frequentes:

Qual é a importância da humanização na Saúde?

A humanização na Saúde se reflete em segurança para o paciente, valorização da equipe e imagem positiva para a sua clínica ou consultório.

Quais são os pilares da humanização na Saúde?

Os 3 (três) pilares da humanização na Saúde são: relação médico-paciente, ambientes e informações integradas.

O que é a Política Nacional de Humanização?

A PNH é um documento do Ministério da Saúde que orienta sobre princípios e diretrizes para aplicação da humanização na Saúde.

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Gestão para clínicas

Por que a auditoria em Saúde é tão importante e como fazer?

É provável que você já tenha se deparado com processos complicados ou tenha recebido reclamações de pacientes sobre algum serviço. É nessa hora que você descobre que precisa de uma auditoria em saúde!

Essa atividade tem o objetivo de melhorar as práticas dentro da clínica, oferecendo uma melhor experiência ao paciente. 

Com a qualificação que ela proporciona, outros benefícios são alcançados.

Continue lendo para entender um pouco mais sobre o assunto!

O que é e qual a importância da auditoria em saúde?

A auditoria em saúde verifica, analisa e emite relatórios sobre os processos e a prestação de serviço na área.

O objetivo é assistir os pacientes com mais qualidade e, sempre que possível, de forma pouco onerosa.

A auditoria em saúde pode assumir várias modalidades, com diferentes aplicações: 

  • Preventiva: valida os procedimentos pelos médicos, antes de eles acontecerem;
  • Operacional: acompanha os fatos e documentos antes e após a realização dos procedimentos médicos, para verificar a qualidade da assistência;
  • De contas: antecede o envio da conta, verifica os serviços de saúde prestados e analisa se há irregularidades, ou se pode haver acordo entre prestadora e paciente ou convênio;
  • Analítica: analisa os relatórios e processos das auditorias anteriores, comparando os recursos organizacionais com indicadores gerenciais para detectar problemas. 

Para que serve a auditoria em saúde?

A auditoria em saúde serve para fiscalizar os contratos e garantir que a prestação de serviços seja feita de maneira honesta. 

O objetivo é verificar se os procedimentos são realizados de acordo com as regras do setor para manter o equilíbrio entre a clínica e os pacientes. 

A atividade assegura que os serviços em saúde tenham qualidade e sejam focados no bem-estar das pessoas. Além disso, a auditoria visa também a melhora dos procedimentos por meio da avaliação de desempenho dos colaboradores.

Para isso, deve ser planejada antes mesmo do seu início. O auditor deve ter esta clareza para gerar relatórios que ajudem a verificar onde existem oportunidades de melhoria na prestação de serviços.

Como funciona a auditoria em saúde?

A auditoria em saúde segue uma série de normas técnicas e administrativas editadas pelo Ministério da Saúde. 

O gestor da clínica se pauta pelo uso de protocolos, que o direcionam para práticas mais eficazes. Pela mesma conduta, seus colaboradores também são responsáveis pela boa execução das atividades. 

A realização de uma auditoria evita o uso inadequado dos serviços, criando mecanismos para monitorar sua qualidade. Isso ajuda a padronizar processos em diferentes situações.  

O papel dos auditores

Os auditores são profissionais com conhecimento técnico-científico. Logo, não é qualquer profissional que pode exercer esse papel importante. 

Em todos os casos, destacam-se como requisitos prudência, diplomacia e imparcialidade. Para isso, pode-se designar um colaborador da própria unidade ou contratar um profissional apenas para este fim.

Ao designar um colaborador da própria unidade, escolha aquele que é conhecido no time pela qualidade na execução de suas tarefas. 

Esse pode ser um fator importante para encarar a auditoria em saúde como uma forma de identificar melhorias e outros ganhos. 

Se você contratar um auditor externo, ainda é válido o reconhecimento desse profissional como alguém que está lá para analisar as oportunidades.

Nesse caso, procure alguém com especialização e busque referências de outras auditorias realizadas.

Nas duas situações, é importante ter a clareza sobre a finalidade da auditoria em saúde.

Passo a passo para uma boa auditoria

Para que uma auditoria em saúde cumpra sua finalidade e tenha o sucesso esperado, é preciso seguir alguns passos. O planejamento é uma etapa importante. Acompanhe!

Defina metas alcançáveis

Tenha reuniões objetivas sobre quais metas a gestão da sua clínica deseja alcançar após o processo completo de auditoria em saúde. 

Vale fazer uma pesquisa de satisfação com seus clientes para entender o momento atual e onde se quer chegar, por exemplo. 

Escolha um auditor

Esses primeiros encontros devem ser inicialmente em grupos menores, até que se possa fazer a apresentação formal do auditor e o planejamento para todo o serviço.

Como dito anteriormente, para este cargo, pode ser designado um auditor da casa ou contratado um profissional externo. 

Explore o seu objetivo

É importante entender como determinadas ações afetam o alcance deste objetivo e o que precisa ser mudado. 

Pense em como deseja que o serviço esteja meses após a auditoria finalizar. Isso vai gerar uma maior satisfação nos colaboradores, além de expectativas positivas em relação às próximas auditorias.

Construa um cronograma

O cronograma de execução deve ser pensado para atingir todos os colaboradores. Isso significa que qualquer ação precisa ser planejada, compreendida e executada por todos.

Tente não eleger objetivos pouco específicos ou que precisem de longo prazo de alcance. Se isso acontecer, divida os objetivos em metas menores. Assim, será possível visualizar o progresso.

Gerencie o processo de auditoria

É importante ter alguém focado nas pessoas num momento em que é comum olharmos apenas para processos e tarefas. Por isso, tenha alguém para acompanhar e ser o elo entre auditor e serviço de saúde.

A mesma pessoa pode ser orientada a responder dúvidas que os colaboradores tenham durante o processo de auditoria de saúde.

Isso traz a sensação de acolhimento para o time e deixa claro a ideia de que as pessoas constroem as melhorias desejadas.

Crie relatórios

Ao final, o relatório do auditor deve refletir todo o processo da auditoria em saúde e as oportunidades de melhoria.

Não deixe para ler o relatório somente em análises solitárias ou com o time de qualidade! Explore outras formas de interpretação e discussão.

Discuta os pontos-chave

Não perca a oportunidade de apresentar o relatório da auditoria em saúde para todos do serviço, seja por reunião, e-mail ou mural com pontos-chave. 

Esta iniciativa fará com que as ações pós auditoria sejam melhor entendidas. 

Quais são as vantagens da auditoria em saúde?

As principais vantagens para implantação da auditoria em saúde são a redução de custos e de tempo dedicado em determinada tarefa. 

A auditoria em saúde ainda contribui para a redução de custos operacionais, pois as ações preventivas e o controle de riscos impactam nas finanças. 

Tão importante quanto saber quais pontos devem ser melhorados, é descobrir onde estão os pontos fortes do seu atendimento, ajudando a associar a clínica aos seus diferenciais.

Além disso,  o aumento da qualidade dos serviços prestados pode influenciar diretamente na segurança dos pacientes, pois torna os procedimentos mais confiáveis.

Diversas atividades podem ser melhoradas com a implantação de um software clínico, como otimizar o atendimento, as consultas e o conforto dos pacientes.Se você deseja engajar seus colaboradores e entender como eles podem agregar ao seu negócio, acesse nosso e-book gratuito com dicas para administradores de clínicas!

Perguntas frequentes:

O que é auditoria em saúde?

A auditoria em saúde é uma atividade que verifica, analisa e emite relatórios sobre os processos e a prestação de serviços na área.

Para que serve a auditoria em saúde?

A auditoria em saúde serve para fiscalizar os contratos e garantir que a prestação de serviços seja feita de maneira honesta.

Como funciona a auditoria em saúde?

A auditoria em saúde é praticada seguindo normas do Ministério da Saúde, que pautam o gestor na elaboração de práticas eficientes. Os colaboradores também são responsáveis pela boa execução das atividades.

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Gestão para clínicas

Como fazer o correto descarte de medicamentos na sua clínica?

É comum ver o descarte de medicamentos desperdiçados em lotes nas clínicas, pois quando alguém precisou deles, percebeu que estavam vencidos. Mas você sabe o que fazer nesse caso?

Se você os joga no lixo comum, saiba que isso não pode se repetir! Os resíduos médicos não podem ser misturados com outros materiais, pois contribuem para contaminar o meio ambiente.

Entenda mais sobre como fazer o descarte de medicamentos de forma adequada e por que você deve se atentar a isso no dia a dia.

O que diz a lei sobre descarte de medicamentos?

A Lei 12.305, de 2010, institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos e rege também sobre o descarte de medicamentos. Eles se enquadram na classificação de resíduos de serviços de saúde.

Os remédios são considerados um risco à saúde humana quando descartados de modo incorreto, pois têm grande potencial de contaminação da água e do solo.

Alguns exemplos são:

  • Antibióticos;
  • Hormônios;
  • Remédios vencidos;
  • Medicamentos controlados.

Estes produtos devem ter um descarte adequado e considerado ambientalmente seguro. Assim, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) determina algumas diretrizes para o seu destino correto.

O processo de logística reversa é o ideal para o descarte de medicamentos.

As farmácias e drogarias são postos de coleta que seguem as normas da ABNT para separação de cada tipo de resíduo. Assim, os estabelecimentos encaminham os fármacos para seu destino final sem oferecer risco de contaminação.

A iniciativa evita que as pessoas os descartem na privada ou no lixo comum.

Por que não misturar o descarte de medicamentos com lixo comum?

Os restos de medicamentos descartados na privada ou no lixo comum podem causar contaminação da água. Isso porque as substâncias químicas podem chegar até rios e córregos.

Mesmo que haja o tratamento de esgoto, algumas substâncias dos fármacos não são degradáveis e chegam à natureza.

Os custos para viabilizar essa degradação dos componentes são muito altos. Por isso, tais substâncias podem contaminar pessoas, animais e solo.

Os antibióticos descartados incorretamente, por exemplo, podem favorecer a resistência de determinadas bactérias. Com isso, é criado um grande problema de saúde pública.

Dependendo do destino desses medicamentos, outras pessoas podem ter contato direto com eles, como catadores e trabalhadores dos aterros. Isso resulta em reações graves pelo contato e até mesmo intoxicação, caso sejam ingeridos inadvertidamente.

Além dos próprios medicamentos, a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (ANVISA) possui resoluções para gerenciar e controlar o saneamento dos serviços de saúde.

Esses resíduos são considerados perigosos (grupo B, classe I). Eles devem ser levados até serviços assistenciais de saúde, drogarias e distribuidoras de medicamentos para descarte em aterros especiais. São eles:

  • Produtos hormonais;
  • Antibióticos;
  • Citostáticos;
  • Antineoplásicos;
  • Imunossupressores;
  • Digitálicos;
  • Imunomoduladores;
  • Antirretrovirais.

4 dicas para o correto descarte de medicamentos

Os gestores da sua clínica precisam ter consciência sobre o descarte de medicamentos e outros resíduos semelhantes.

É necessário ter uma visão mais ampla do que pode afetar o bem-estar das pessoas fora do consultório também. Afinal, quando se trabalha com saúde, zelar pela população é um quesito essencial para manter a credibilidade.

Por isso, trouxemos dicas que podem ajudar nessa tarefa:

Invista em conscientização

Quando falamos em conscientização, nos referimos tanto aos colaboradores da clínica quanto aos próprios pacientes.

É comum que as pessoas comprem medicamentos sem a devida prescrição. Por isso, elaborar materiais educativos e campanhas sobre o correto descarte de medicamentos pode ser uma extensão do cuidado com seus pacientes.

Podem ser abordadas também questões como o consumo consciente de medicamentos, a não interrupção de tratamentos e os riscos da automedicação.

O armazenamento indiscriminado de remédios sem receita leva ao vencimento por vezes, o que pode influenciar no descarte.

Incentive a separação dos resíduos

Cada tipo de medicamento precisa de um descarte diferente. Os comprimidos e xaropes, por exemplo, devem ser descartados diferentemente de pomadas.

Nenhum deles deve ser depositado no lixo comum ou despejado na pia e na privada. O ideal é que sejam levados até um ponto de coleta de remédios para a logística reversa.

Além disso, outros itens que acompanham medicamentos, como agulhas e lancetas para diabetes, devem ser colocados em garrafas de plástico e entregues nas Unidades Básicas de Saúde.

Ofereça treinamento aos colaboradores

Muitas clínicas realizam procedimentos que utilizam medicações, seringas, entre outros. Por este motivo, seus colaboradores devem ser treinados para fazer o descarte adequado desses resíduos.

Além disso, se você costuma oferecer amostras grátis para seus pacientes, é importante acompanhar os estoques e ficar atento à data de validade. A iniciativa é fundamental para oferecer segurança às pessoas que frequentam a clínica.

Indique pontos de coleta

Mais do que incentivar o descarte correto, é preciso indicar um local adequado para levar os resíduos sólidos. Isto deve fazer parte do treinamento dos funcionários e também pode ser uma orientação aos pacientes.

Mapear e indicar os pontos de coleta mais próximos ao seu endereço pode ser uma ação positiva para a sua imagem.

Fazendo o descarte de resíduos médicos adequadamente

Os resíduos médicos e hospitalares possuem diferentes níveis de potencial infectante.

Antes de definir qual o melhor destino para cada tipo de material, trouxemos para você um resumo sobre os grupos contaminantes, segundo a cartilha da Anvisa:

Diferentes grupos infectantes

De maneira geral, os grupos se dividem em níveis de periculosidade para as pessoas e o meio ambiente. São resíduos plásticos, substâncias tóxicas,  inflamáveis, patógenos e até material radioativo. Acompanhe:

Grupo A

Este é o grupo de resíduos mais perigoso e com potencial infeccioso. É representado por materiais com agentes biológicos, como bolsas de sangue contaminado.

Grupo B

Neste grupo entram as substâncias químicas, como medicamentos. Esses são materiais que podem provocar danos à saúde humana e ao meio ambiente. Os reagentes de laboratório também entram nesta lista.

Grupo C

Materiais radioativos, provenientes de medicina nuclear, fazem parte deste grupo. Em geral, os materiais apresentam carga radioativa acima do padrão e não podem ter reuso.

Grupo D

Fazem parte os resíduos comuns, como luvas, gesso, ataduras e materiais de escritório, como papel e copos. Desde que não tenham sido contaminados ou possam provocar acidentes, podem ser descartados no lixo comum.

Grupo E

Objetos perfurocortantes, como agulhas, lâminas e bisturis entram neste grupo.

Fases do gerenciamento e descarte

De acordo com a potencialidade infecciosa, os resíduos médicos têm procedimentos de manejo. Veja algumas etapas para manusear com cuidado:

  • Separação ou triagem: deve ser feita entre materiais especiais, resíduos gerais e infectantes;
  • Acondicionamento: os materiais devem ser colocados em contentores ou sacos, divididos para cada tipo de resíduo. Esses recipientes precisam ser impermeáveis e resistentes a rupturas e vazamentos. Não podem ser reaproveitados, devendo ser descartados juntamente com os resíduos;
  • Coleta: feita em veículos que vão até o local de destino, como aterros, usinas de reciclagem ou de incineração, dependendo do material;
  • Tratamento: neste momento, são aplicados métodos de reciclagem, incinerados ou aterrados adequadamente.

Você sabia que um software de gestão pode te ajudar a controlar o estoque de materiais médicos? Com o Feegow Clinic, você consegue controlar as compras e evitar o descarte de medicamentos não consumidos a tempo.

Além disso, o sistema indica as datas de validade para que você use antes deste prazo.

O desperdício de fármacos e materiais pode representar prejuízos financeiros para a sua clínica. Com Feegow, você pode analisar até mesmo as despesas e receitas, melhorando seus indicadores.

Conheça os recursos do nosso software!

Perguntas frequentes:

O que diz a lei sobre descarte de medicamentos?

A Política Nacional de Resíduos Sólidos é a lei que rege o descarte de diversos tipos de medicamentos, que se enquadram entre os resíduos de serviços de saúde.

Por que não misturar o descarte de medicamentos com lixo comum?

Os restos de medicamentos descartados na privada ou no lixo comum podem causar a contaminação da água e do solo.

Como gerenciar o lote e a validade dos medicamentos?

Por meio de softwares de gestão clínica, como o Feegow Clinic, você tem o controle sobre seu estoque de medicamentos e insumos médicos.

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Gestão para clínicas

4 boas práticas na relação médico-paciente para você implementar

Se você conversar sobre saúde com uma pessoa que já alcançou os 70 anos de vida, é possível que a ouça falar sobre um bom exemplo de relação médico-paciente.

É comum que pessoas dessa faixa etária tenham um médico de confiança, com o qual compartilharam histórias ao longo de anos.

Durante muito tempo, apenas um único médico cuidava por gerações da saúde de uma família. Assim, criava-se um vínculo duradouro e íntimo.

Mesmo depois de tantas mudanças, impulsionadas também pelo avanço tecnológico e pela especialização médica, a relação médico-paciente continua ocupando espaço central na atuação com saúde.

Qual é a importância da relação médico-paciente?

A atuação médica envolve um privilégio e uma responsabilidade muito grandes: cuidar da vida das pessoas.

Geralmente, quando um indivíduo busca por orientação médica, está enfrentando uma situação incômoda. Sendo assim, precisa de ajuda profissional e espera acolhimento.

Por esse motivo, a relação médico-paciente deve ser um ponto de atenção no exercício da profissão. Assim, a postura do profissional impacta diretamente a condução do diagnóstico e tratamento.

Com um conhecimento abrangente sobre o contexto em que o paciente está inserido, você pode avaliá-lo com maior precisão.

Isso permite entender não apenas os sintomas pontuais que trazem o paciente à clínica ou consultório, como também suas atividades, seus hábitos e seu perfil socioeconômico, estado psicológico e histórico familiar.

Uma relação médico-paciente com base em respeito e segurança torna a anamnese mais fácil. O paciente se sente confortável para compartilhar informações particulares, pois sabe que o profissional está ali para oferecer o melhor suporte possível.

O Código de Ética Médica, atualizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2019, traz um capítulo específico sobre a relação com pacientes e familiares.

São 42 artigos que discorrem sobre as atitudes vedadas ao médico durante a atuação profissional. Nos 2 (dois) primeiros, fica claro que o médico não pode:

Art. 31. Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte.

Art. 32. Deixar de usar todos os meios disponíveis de promoção de saúde e de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente.

A relação médico-paciente durante a pandemia

Com a pandemia, algumas questões passaram a interferir na relação médico-paciente.

Uma delas se refere ao sentimento de vulnerabilidade, que afeta a população de modo geral. Qualquer alteração física chama mais a atenção do que anteriormente, devido ao medo de enfrentar a doença.

Também temos uma intensa migração de consultas para o ambiente online, como forma de contribuir com o distanciamento social.

Os serviços de telemedicina foram regulamentados em março de 2020 pelo CFM, por meio do ofício nº 1756/2020. Desde então, têm sido amplamente utilizados.

A ausência do contato físico exige ainda mais atenção do profissional durante a interação com o paciente. É a partir da conversa que são extraídas as informações para direcionar o tratamento.

4 boas práticas na relação médico-paciente


Invista na humanização do atendimento

Ainda que você tenha tecnologia de ponta à disposição, não deixe de destinar recursos que aprimorem a humanização do atendimento da sua clínica ou consultório.

A relação médico-paciente já começa na marcação da consulta. Tenha em mente que todo o contato com a sua equipe deve ser uma extensão da forma como você deseja se relacionar com o público final.

Em atendimentos humanizados, os pacientes são vistos com empatia. Os profissionais deixam de focar na doença e passam a praticar o cuidado centrado no paciente.


Dedique tempo para ouvir com atenção


Se a sua intenção é melhorar a experiência do paciente na sua clínica ou consultório, leve em conta a possibilidade de estender o tempo das suas consultas.

Pode ser um desafio, mas você deve chegar a um equilíbrio na sua agenda entre volume e qualidade do atendimento.

Disponibilize tempo para ouvir atentamente seus pacientes. Esse é um ponto importante não apenas para refinar o diagnóstico, mas para estreitar a relação médico-paciente.


Comunique-se de forma clara, objetiva e simpática


Você já parou para pensar sobre como um paciente se sente na primeira vez que entra no seu consultório?

Se observar com atenção, as pessoas podem indicar sinais de desconforto. Nessa hora, é importante entrar em cena um ponto importante da relação médico-paciente: simpatia.

Deixe um pouco de lado a formalidade e converse sobre assuntos do cotidiano. Ofereça uma água ou um café e torne o ambiente leve e acolhedor.

Durante a consulta, utilize uma linguagem de fácil entendimento. Se precisar mencionar um termo técnico, explique e pergunte se o paciente entendeu.

Além disso, seja objetivo. Ainda que você precise falar sobre temas delicados, esclareça de forma direta o que está acontecendo. Sem perder de vista o fator humano, é claro!


Mostre que você está disponível


Uma relação médico-paciente sólida extrapola a duração de uma consulta. Com atitudes simples, você pode mostrar o quanto se importa com seus pacientes.

Acompanhe de perto a evolução dos tratamentos, peça a sua equipe que envie lembretes sobre exames e procedimentos de rotina. Crie um relacionamento com as pessoas que confiam no seu trabalho.


Principais benefícios de um bom relacionamento


A relação médico-paciente possui benefícios para todos os envolvidos. Os pacientes se sentem amparados e os profissionais podem executar as suas atividades com liberdade.

Outra vantagem da relação médico-paciente para o especialista é o reconhecimento do seu trabalho e da sua clínica, que pode avançar no marketing de relacionamento.

Para se tornar referência na área em que atua, você precisa investir em diálogos abertos, o que pode ocorrer durante procedimentos habituais, como o de anamnese. Aprimorar a relação médico-paciente é mais fácil do que você imagina, e a anamnese pode ser um ótimo ponto de partida. Aproveite nossos modelos de formulários!

Perguntas frequentes:

Qual é a importância da relação médico-paciente?

A relação ajuda o paciente a se sentir seguro e a fornecer as informações que o médico precisa para um diagnóstico e tratamento preciso.

O que mudou na relação médico-paciente com a pandemia?

Os pacientes estão mais vulneráveis emocionalmente e os médicos precisam se adaptar à atuação com telemedicina.

Por que construir uma boa relação entre médico e paciente?

Os médicos que possuem pacientes de confiança são indicados e reconhecidos pelo seu trabalho.

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Gestão para clínicas

5 exemplos e vantagens de IoT na Medicina

Você sabia que já existe a possibilidade de utilizar IoT na Medicina? A Internet das Coisas (do inglês Internet of Things) conecta dispositivos à internet e dá um comando ou envia informações para armazenamento em nuvem.

A tecnologia é muito comum no monitoramento de máquinas e equipamentos, além de ser utilizada também na Medicina.

A utilização da IoT na Medicina se dá em decorrência  dos avanços da própria área. Quer saber mais? Confira nosso post e veja algumas situações em que ela pode ser aplicada.

O que é IoT na Medicina?

A IoT na Medicina pode conectar equipamentos inteligentes a outros eletrônicos. Com a internet, estes aplicativos trocam informações entre si e as armazenam, podendo até enviá-las a outros dispositivos.

Essa integração entre máquinas pode servir para a realização de diagnósticos de exames de imagens, por exemplo. Outra opção é o monitoramento de condições de saúde dos pacientes.

O uso de IoT na Medicina está ligado à eficiência nas atividades e à precisão dos dados obtidos. Com estas características, os médicos podem agir de maneira mais assertiva pelo bem-estar dos pacientes.

Uma das consequências positivas disso é a autonomia que os pacientes adquirem com certos equipamentos. Isso porque muitos deles são móveis e/ou vestíveis (wearables), como os smart watches.

Assim, a pessoa consegue monitorar a si mesma e intervir antes que os sintomas de uma doença apareçam ou se agravem.

O acompanhamento remoto também pode ser feito por outras pessoas, como cuidadores e familiares, até mesmo pelos médicos a distância.

5 exemplos do uso de IOT na Medicina

Com o desenvolvimento tecnológico cada vez mais acelerado, a Medicina ganha aliados importantes – muitos são tecnologias de especificidade técnica. Veja algumas soluções:

Marcapassos cardíacos

A IoT na Medicina já é utilizada para monitorar o sistema cardiovascular de pacientes que possuem problemas dessa ordem.

O marcapasso cardíaco é implantado no paciente e envia em tempo real informações sobre o seu estado de saúde.

Ao menor sinal de alterações, os médicos e responsáveis pela pessoa recebem um aviso. Assim, podem atuar de forma mais eficiente, caso seja necessária uma intervenção.

Monitoramento de pacientes

Com o uso de sensores, a IBM e a Pfizer desenvolveram o projeto BlueSky. A ideia é monitorar e avaliar continuamente pacientes com Doença de Parkinson em suas rotinas.

Os sensores enviam informações de movimento, como velocidade de realização de uma tarefa, a uma central. Assim, os pesquisadores podem acompanhar o avanço da doença nos pacientes e intervir mais rapidamente.

Nesta solução, também podemos encontrar a Inteligência Artificial.

O objetivo do projeto é descobrir como a ciência de dados e a tecnologia podem ajudar no entendimento sobre esta e outras doenças neurodegenerativas.

Dispositivos para controle da glicose

Os Monitores Contínuos de Glicose (CGM) já são uma realidade. Eles fazem leituras periódicas e estão no mercado, pelo menos, desde 1999.

Hoje, existem CGMs inteligentes que enviam dados para smartphones, para que os pacientes se autorregulem. Cuidadores e responsáveis legais também podem fazer esse acompanhamento a distância.

Registros de exames

Alguns aparelhos de exames, como tomografias e raio-x, já podem armazenar dados e enviá-los a outros dispositivos conectados.

O envio pode ser por e-mail ou transferência wireless para dispositivos móveis. Além de ser uma opção mais prática e rápida do que aguardar a impressão, ajuda a economizar papel.

Sensores ingeríveis

Câmeras do tamanho de pílulas podem ser ingeridas para captar imagens do trato gastrointestinal dos pacientes. O objetivo é detectar mais facilmente doenças como o câncer colorretal.

Este tipo de tecnologia se mostrou uma alternativa viável a procedimentos invasivos, como a colonoscopia. Desde 2017, ela está disponível em hospitais e clínicas de ponta.

Além disso, nanocâmeras ou nanosensores podem monitorar a corrente sanguínea e fornecer informações sobre o sistema cardiovascular.

Principais vantagens do IOT na Medicina


A praticidade que a IoT na Medicina trouxe é uma das grandes vantagens do seu uso. Não apenas as informações sobre os pacientes ficam disponíveis o tempo todo, como também podem ser coletadas novas. Isso ajuda a chegar a um diagnóstico mais preciso.

Outro benefício observado é o tempo de resposta quando um dispositivo emite alerta. Os profissionais de saúde podem agir imediatamente, assim como o socorro inicial pode ser feito mais rápido.

Cada minuto importa para salvar uma vida e minimizar danos!

Um levantamento da consultoria global IDC mostrou que existe uma economia de 30% no tempo dos médicos quando se utiliza tecnologia.

Além disso, o envio imediato de dados para a nuvem ou dispositivos melhora o histórico de informações no prontuário eletrônico do paciente.

Dessa forma, podemos falar também em segurança da informação, já que os servidores possuem esquemas de segurança, como criptografia, níveis de acesso e entre outros.

A pesquisa, realizada em 2018, também apontou uma projeção de 80% das interações do paciente por conta da IoT e Big Data. Isso porque elas ajudam a oferecer um atendimento agilizado e de melhor qualidade.

Integrando processos com Feegow Clinic

A IoT na Medicina, a Tecnologia da Informação e a Telemedicina podem atuar juntas em diversos processos.

Com o Feegow Clinic, você pode fazer uso de Telemedicina, receber laudos e exames e armazenar tudo isso em um prontuário eletrônico.

Todas estas informações ficam na nuvem, permitindo o acompanhamento dos pacientes de qualquer lugar.

Essa integração potencializa os resultados para os profissionais, as clínicas e o paciente.

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Nele você verá como é possível aliar saúde, gestão e inovação em uma só ferramenta!

Perguntas frequentes:

O que é IoT na Medicina?

A IoT na Medicina conecta equipamentos médicos inteligentes a outros eletrônicos. Estes dispositivos trocam informações entre si e facilitam o monitoramento de pacientes.

Como a IoT está revolucionando a área médica?

Com o avanço tecnológico, a Medicina ganha aliados importantes, como marcapassos cardíacos e sensores ingeríveis.

Quais são os benefícios da IoT na Medicina?

Disponibilidade de informações, segurança de dados, precisão no diagnóstico e agilidade no atendimento são alguns dos benefícios da IoT na Medicina.

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