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Quais foram as últimas mudanças no Código de Ética Médica?

O Código de Ética Médica passou por importantes modificações quanto à Telemedicina e à publicidade médica. O documento regulamenta o exercício da Medicina no Brasil e passa por atualizações periodicamente, conforme o avanço da tecnologia e da Ciência.

Essas mudanças impactam as práticas diárias dos médicos, pois proíbem determinadas ações e exigem a incorporação de outras. Entenda a importância do Código de Ética Médica para profissionais e pacientes, a seguir!

Por que seguir o Código de Ética Médica?

Seguir o Código de Ética Médica demonstra, acima de tudo, o respeito dos médicos pelas pessoas.

Os princípios do Código de Ética Médica servem como guias de cuidados com a saúde do paciente. Respeitar as suas normas traz benefícios tanto para os profissionais, garantindo confiabilidade, quanto para o público em geral, oferecendo mais segurança no atendimento.

Como os médicos lidam diretamente com o bem-estar das pessoas, o CEM garante que o trabalho seja feito com integridade e honestidade. Caso o profissional descumpra as normas, ele pode sofrer penalidades como suspensão e até a perda do seu registro.

De acordo com o Código de Ética Médica, um profissional jamais pode colocar os seus interesses pessoais à frente do cuidado com o paciente. Uma das principais obrigações dos médicos é informar as pessoas sobre quaisquer problemas em seu estado de saúde, dando a elas o direito de escolha sobre como agir.

Isso significa que devem prevalecer a vontade e a necessidade do paciente em relação a um determinado procedimento, por exemplo. Em alguns casos, a decisão também pode se estender à família ou responsáveis legais.

O documento ainda limita a atuação na área da Medicina apenas a pessoas qualificadas para exercê-la. Do contrário, sem regulamentação, indivíduos que não têm a capacidade necessária poderiam colocar a vida de muitos pacientes em risco.

Além disso, considerando evoluções na Medicina, o Código de Ética regulamenta também assuntos que podem se tornar polêmicas na comunidade, como alterações genéticas e pesquisas científicas com humanos.

Como esse código foi criado pelo CFM?

O primeiro esboço do Código de Ética Médica foi elaborado em 1931, no I Congresso Médico Sindicalista, que reuniu diversos profissionais da área. Na ocasião, foi aprovado o Código de Deontologia Médica.

A primeira edição do CEM só foi reconhecida em 1944. O objetivo da sua criação e do Conselho de Medicina Provisório, em 1945, era garantir a ética nas práticas médicas e regularizar a profissão de maneira mais consistente. O Conselho Federal de Medicina (CFM), por sua vez, surgiu apenas em 1951.

Periodicamente, o Código de Ética é revisado pela comunidade médica e atualizado de acordo com avanços no setor. Alguns temas foram discutidos e incorporados, como as inovações tecnológicas e a comunicação em massa. A última atualização aconteceu em 2018, com a publicação da Resolução CFM n° 2217/2018.

Para formular este documento, foram reunidos e consultados os Conselhos Regionais de Medicina, as entidades médicas e instituições científicas e universitárias. Outras áreas também participaram para contribuir com a evolução, como Bioética, Filosofia e Direito.

Nos 3 (três) anos de debates que antecederam a versão atual, foram acumuladas mais de 1400 propostas para aperfeiçoar o CEM. O novo Código de Ética apresenta 26 princípios fundamentais para exercer a Medicina e garantir os direitos e deveres dos médicos.

Interpretando os principais pontos do código

Os conceitos do Código de Ética Médica foram desenvolvidos para orientar a prática dos profissionais no seu cotidiano. Os principais pontos são divididos em:

  • 14 capítulos;
  • 25 princípios fundamentais para exercer a profissão;
  • 10 normas diceológicas – ou seja, relativas aos direitos dos médicos;
  • 118 normas deontológicas – isto é, ligadas aos deveres dos médicos.

Além de estabelecer diretrizes para o cuidado com os pacientes, o CEM também lida com relações entre os próprios médicos.

Respeito às necessidades do paciente

Compreender as necessidades do paciente antes de prescrever um tratamento é algo fundamental. O médico deve se atentar aos custos envolvidos na profilaxia, e se estão dentro das condições financeiras do seu público.

No mais, verificar as condições de saúde para que o paciente faça uso de medicamentos também é indispensável para um bom tratamento. Devem ser questionadas alergias e histórico de doenças para evitar agravantes ou efeitos colaterais.

A empatia e o cuidado com as palavras também fazem parte do conjunto, já que muitas vezes o cenário de algumas enfermidades causa incertezas.

Assertividade nos tratamentos e diagnósticos 

Verificar os sintomas, formular hipóteses e avaliar o prognóstico são ações básicas dos médicos, mesmo antes do Código de Ética Médica existir.

Atualmente, o auxílio da tecnologia e o avanço da Ciência impulsionam a integração de outros métodos de diagnóstico de patologias. Logo, o médico deve usar esses recursos para gerar laudos mais assertivos e indicar tratamentos adequados.

Preocupação com o bem-estar 

O médico deve considerar a rápida volta do bem-estar do paciente. Assim, é necessário prestar um atendimento ágil, evitando demoras e possíveis complicações de saúde.

O que mudou com o novo Código de Ética Médica?

Selecionamos alguns pontos que constituem novidades no Código de Ética Médica. É importante lembrar que, além destes temas, há ainda a facilidade de acesso a prontuários médicos por ordem judicial – mesmo sem a autorização do paciente.

Outro item é a possibilidade de atuação de médicos com deficiência ou doenças crônicas, sem qualquer forma de discriminação.

Ainda entre os direitos médicos, os profissionais podem se recusar a atuar em condições impróprias, arriscadas ou que estejam em desacordo com seus valores e princípios.

Publicidade médica

Com o crescimento das redes sociais, a publicidade médica e a divulgação de serviços precisou de atenção especial por parte do CFM. No novo Código, conteúdos educativos e de esclarecimento de informações ao público são permitidos.

A divulgação do trabalho do profissional, ou quando ligada a instituições de saúde nestes canais, só pode ser feita com a identificação do médico, sua especialidade e o número de registro.

Ficam proibidos anúncios comerciais e publicações que mostrem os pacientes “antes” e “depois” de tratamentos. Além disso, a realização de consultas e de diagnósticos através destes meios de comunicação também é vetada.

Técnicas modernas para diagnóstico

Oferecer diagnósticos com o apoio da tecnologia é possível agora! Além disso, o novo Código de Ética Médica torna a Telemedicina, o uso de documentos online e a realização de procedimentos menos invasivos também uma realidade. Um exemplo são as cirurgias assistidas por robótica.

O CEM definiu que o exercício da Telemedicina precisa de orientações bem específicas. Assim, consultas online, telediagnósticos e telecirurgias passaram a ser regulamentadas pela Resolução nº 2.227/18, publicada posteriormente.

O documento define a prática como uma categoria da Medicina voltada para assistência, educação, pesquisa, prevenção e promoção de saúde, vetando o seu uso para análise diagnóstica e prescrição de tratamentos.

Além disso, já é reconhecido o contato entre médicos à distância para debater sintomas dos pacientes e procedimentos. Este tipo de comunicação pode ajudar os profissionais a chegarem a diagnósticos mais eficazes.

A tecnologia pode facilitar o seu dia a dia no consultório ao promover o uso de diversas ferramentas digitais, como prontuário eletrônico, módulos de pagamento e outros.

O preenchimento destes documentos é ágil, com modelos pré-prontos. O armazenamento digital também evita a perda de informações e contribui para a formação de um banco de dados com o histórico dos pacientes, sendo muito mais organizado.

Este tipo de material contribui também para a realização de anamneses mais rápidas e assertivas, o que minimiza atrasos nas consultas.

Se você quer mais agilidade, acesse os pacotes gratuitos de formulários médicos da Feegow! São mais de 10 modelos prontos para usar na sua rotina médica.

Perguntas frequentes:

Qual é a importância do Código de Ética Médica?

O Código de Ética Médica é um importante guia de cuidados com a saúde dos pacientes, e segui-lo oferece confiabilidade ao profissional e segurança aos pacientes.

Como o CFM regulamenta esse código?

O Conselho Federal de Medicina (CFM) consulta a comunidade médica periodicamente para entender o que precisa ser incorporado no Código de Ética Médica, como avanços tecnológicos e mudanças na área.

Quais foram as principais mudanças no Código de Ética Médica?

As principais mudanças na atualização de 2018 foram a regulação da Telemedicina e as definições sobre publicidade médica nas redes sociais.

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Gestão para clínicas

Como fazer faturamento de plano de saúde corretamente?

Você enviou um lote para o plano de saúde e descobriu que alguns procedimentos não foram aprovados, ou que os valores repassados eram diferentes do esperado? Ou, pior, seu lote caiu na glosa financeira e você teve que refazer parte do processo? Aprender como fazer faturamento de plano de saúde é uma tarefa burocrática, porém fundamental para a sua clínica ou consultório.

É comum ver erros nas faturas enviadas aos convênios, mesmo em clínicas experientes, pois o processo é cheio de minúcias e isso pode gerar transtornos na hora do pagamento. Apenas com as faturas em dia o convênio poderá liberar o repasse, evitando a glosa financeira e prejuízos

Ao abrir um consultório, o médico também se torna administrador e precisa se preocupar com detalhes de faturamento, ao qual muitas vezes ele não está habituado. Organizar a documentação e manter a boa gestão das finanças são ações que garantem o sucesso do seu estabelecimento, além, é claro, de um bom atendimento médico. 

Você precisa analisar o desempenho do seu negócio por meio de indicadores como a satisfação dos pacientes. Afinal, eles devem voltar a se consultar com você se o atendimento for de qualidade. Podem ainda, indicar seu nome a amigos e familiares.

Acompanhar o faturamento de plano de saúde e os indicadores financeiros é uma tarefa que exige atenção, devido aos altos valores envolvidos nas consultas e procedimentos. Esse cuidado também ajuda a melhorar a gestão dos recursos da sua clínica, podendo aumentar a margem de lucro por meio de tomadas de decisão mais assertivas.

Nesta hora, a agilidade é o maior desafio, mas existem algumas soluções práticas que ajudam a criar processos adequados e realizar o faturamento.

Como fazer faturamento de plano de saúde?

Para que você entenda como fazer faturamento de plano de saúde, trouxemos algumas dicas de organização. Ao serem colocadas em prática, elas oferecem mais segurança e eficiência a cada etapa do processo. Confira!

Mantenha suas informações organizadas

 

Organizar todas as informações da sua clínica é o primeiro passo para uma boa gestão. Deste modo, você consegue fazer o faturamento de plano de saúde corretamente. Para que isso seja possível, é necessário ter controle sobre tudo o que acontece: 

  • Pacientes,
  • Consultas;
  • Estoques;
  • Tipos de atendimentos;
  • Fluxo de caixa.

Todos estes dados ajudam a ter uma visão geral de como está indo seu negócio e evitam falhas na hora de enviar o faturamento aos convênios. Por isso, manter a organização é vital, reduzindo o índice de perdas e imprecisões.

Faça o faturamento mensal

 

O faturamento mensal se refere tanto ao balanço do mês que já passou, quanto à previsão do orçamento disponível para o mês seguinte. Para isso, é importante estar atento às contas a pagar e a receber, que devem ser monitoradas periodicamente para oferecer segurança em relação aos planos de saúde.

Ter este panorama em mãos ajuda ainda a tomar decisões que podem influenciar na melhora do atendimento da sua clínica. Com uma receita maior, você pode começar a planejar a contratação de mais médicos e ampliar o leque de serviços oferecidos. Com base no faturamento mensal, você pode decidir por:

  • Troca de equipamentos;
  • Contratação de pessoas;
  • Início de parcerias com convênios;
  • Compra de materiais.

Controle a agenda

 

O agendamento de pacientes é a razão da sua clínica existir, e por isso é um dos itens mais importantes da sua clínica ou consultório. Por isso, quando se trata de convênios médicos, você deve ter o controle sobre tudo.

É fundamental entender o que está liberado pelo plano de saúde para não ter prejuízos, além de preencher corretamente os procedimentos realizados, códigos e nomenclaturas. Tudo isso é fundamental para evitar glosas e retrabalho.

Entenda os processos dos convênios

 

Além da organização dos documentos e informações, é necessário também entender os processos dos convênios antes de fazer faturamento de plano de saúde. Assim, conhecer os prazos de cada operadora e as hipóteses que cada uma coloca para incorrer em glosa ajuda a evitar problemas no orçamento futuro.

No caso da contratação de funcionários para realizar as etapas administrativas, uma dica é fazer treinamentos de faturamento, já que a área possui algumas especificidades.

Aprenda a evitar glosas

 

A falta de pagamento de guias pelos planos de saúde pode ser um grande problema para o orçamento do seu consultório. Por isso, é importante saber preenchê-las corretamente para não correr risco de reprovação.

Os principais detalhes no preenchimento das glosas são:

Saber os procedimentos que não possuem cobertura em cada tipo de plano, por exemplo, também diminui a ocorrência dessas falhas.

Etapas e desafios do faturamento clínico

Antes de fazer o faturamento de plano de saúde, é preciso ter em mente que o envio das cobranças é realizado por lotes, ou seja, devem ser reunidos todos os procedimentos realizados no período pelo profissional responsável.

Para essa tarefa, é importante separar o que é relativo a cada convênio para não gerar confusão. Com isso, as seguintes etapas são iniciadas:

Geração de guias

 

Cada procedimento médico, como consulta ou exame, é registrado através de uma guia que será repassada ao plano de saúde. Todos eles possuem um código, e por isso são gerados separadamente.

Reunião e fechamento de lote

 

Cada convênio deverá ter um lote, ou seja, um agrupamento de guias a ser enviado e cobrado das operadoras. Após o fechamento, ele não pode ser modificado para incluir ou excluir procedimentos. E é justamente aí que aparecem os problemas, pois esta falha só poderá ser corrigida no mês seguinte.

Isso acontece porque o fechamento dos lotes gera um extrato, discriminando todos os procedimentos realizados. Desse modo, se faltar algo ou houver erros que impossibilitem o pagamento, a guia retorna após a conferência para que o erro seja corrigido. O resultado? Confusão e atrasos nos repasses.

Processamento do lote

 

O período entre o processamento dos lotes até o pagamento pelo convênio é chamado de hiato. Isso significa que os documentos estão passando por conferência e você precisa aguardar para receber pelos procedimentos.

Conferência de lote

Quando o pagamento dos convênios é realizado, os médicos precisam conferir se os procedimentos realizados foram pagos – e se houve glosas. É nesta hora que as guias preenchidas indevidamente são corrigidas, a fim de serem enviadas no lote do mês seguinte, refazendo todo o processo de cobrança.

A importância de um faturamento de plano de saúde eficaz

Devido à quantidade de detalhes do faturamento de plano de saúde, tornar essa atividade mais eficiente é muito importante. Isso porque qualquer falha decorrente de um processo manual pode incorrer em glosa.

A glosa traz prejuízos financeiros à clínica se não for verificada e administrada, já que os repasses dos convênios são parte vital do orçamento.

As manutenções do espaço, remuneração de pessoal e reposição de estoques podem ser prejudicadas pela falta de recursos, por exemplo. Todos estes fatores são essenciais para manter o bom atendimento aos pacientes e prestar um serviço de qualidade.

Contrate um bom software para clínicas médicas

Para executar todas essas atividades administrativas e ainda atender os pacientes com qualidade, é necessário ser eficiente.

Para facilitar o seu dia a dia, você pode contar com o apoio de um software clínico que automatiza diversas etapas burocráticas, como o Feegow Clinic. Um dos seus principais benefícios é que ele impede uma guia de ser emitida sem todas as informações preenchidas corretamente.

O preenchimento simplificado dos campos para gerar guias e unir os lotes torna o seu dia mais produtivo. Assim, você pode se dedicar a outras atividades sem se preocupar com erros no faturamento.

Deseja saber mais sobre gestão clínica e aumentar os seus ganhos? Baixe nosso manual sobre faturamento de clínicas!

Perguntas frequentes:

Qual é a importância de um faturamento de plano de saúde correto?

O faturamento correto evita que ocorram as glosas e o comprometimento do orçamento mensal do consultório ou clínica, ou seja, menos prejuízo.

Quais são as etapas do faturamento clínico?

As principais etapas do faturamento são: geração de guias, reunião e fechamento de lotes, processamento pelos convênios e conferência no consultório.

Como um software clínico ajuda na redução de glosas?

Além de oferecer facilidade e agilidade no preenchimento, um software clínico impede a emissão de guias incompletas, o que evita retrabalhos e glosas.

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