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Prescrição médica: 4 itens que não podem faltar na sua receita!

A prescrição de medicamentos é uma atividade que faz parte da rotina do médico em consultório, isso já se sabe. Descubra aqui quais são os itens que não podem faltar na sua receita.

Para muitos pode parecer que não há mais o que aprender, mas alguns pontos precisam ser ressaltados quando o assunto é prescrição médica. Por isso, é importante se atentar aos itens que não podem faltar na sua receita.

Já é médico há algum tempo, mas ainda tem dúvidas vez ou outra para emitir uma prescrição médica? Vou te contar um segredo: você não está sozinho!

Médicos recém-formados, residentes e até profissionais de saúde mais experientes podem ter incertezas na hora de prescrever um medicamento para o paciente.

Muita gente passou e ainda passa por isso. Afinal, na medicina ou em qualquer outro espaço, estamos todos em busca de evolução e não temos como dominar absolutamente tudo!

Sabemos, entretanto, que no caso de situações de muita importância, como o momento da prescrição de medicamentos, é necessário ter muita atenção e o máximo de conhecimento que possamos reunir.

Por isso, neste post você encontra um passo a passo detalhado para não passar mais sufoco na hora de emitir as suas receitas!

Continue a leitura.

Veja também:

Software de prescrição eletrônica para sair de vez do papel!

Prescrição digital: dicas de como fazer a sua sem complicações!

Assinatura digital para médicos é indispensável para o atendimento a distância.


O que é prescrição médica?


A prescrição médica faz parte da rotina de cuidados de saúde do paciente. É um documento com orientações de uso de medicamentos, que você entrega ao paciente em consultório.

Nesse contexto, após realizar as perguntas e colocá-las na anamnese do paciente, verifica-se os resultados de exame e se inicia a busca por medicamentos que possam solucionar o problema do paciente.

Além disso, é responsabilidade do médico informar e orientar o paciente sobre o uso correto da medicação.

Lembre-se de que a assertividade e clareza do documento é o que vai garantir o sucesso no tratamento do paciente. Sem dúvidas, essa é uma etapa importantíssima para a relação médico-paciente.

Por isso, você vai precisar fazer do jeito certo!

Continue a leitura e saiba exatamente o que não pode faltar na sua prescrição médica.


Como fazer uma prescrição médica?


A Organização Mundial da Saúde (OMS) define seis etapas para o processo mais adequado de uma prescrição medicamentosa. São eles:

• Definição do problema;

• Especificação dos objetivos terapêuticos;

• Seleção do tratamento mais eficaz e seguro para um paciente específico;

• Prescrição, incluindo medidas medicamentosas e não medicamentosas;

• Informação sobre a terapêutica para o paciente;

• Monitoramento do tratamento proposto.

Esse é o caminho para a prescrição médica perfeita!

São muitas etapas e, com tanta teoria, é normal sentir a necessidade de uma ajuda no momento de colocar em prática.

Para isso, você pode contar com um software de prescrição eletrônica. Afinal, a digitalização veio para ficar!


O que deve constar na prescrição médica?
 


É do senso comum que uma receita correta e completa precisa dos seguintes elementos, de acordo com o Ministério da Saúde (MS):

• Cabeçalho: o uso é obrigatório, não importa o formato, seja na prescrição digital ou na folhinha que você deixa na mesa do consultório. Nele, deve conter: nome da clínica ou consultório, preferencialmente com número de telefone;

• Nome e endereço do paciente;

• Documento e número de identificação do paciente;

• Idade do paciente (para crianças e idosos, principalmente);

• Via de administração (oral, sublingual e parenteral);

• Nome do medicamento, dose, forma farmacêutica e quantidade total do medicamento para o período estipulado no esquema posológico;

• Esquema posológico;

• Tempo ou duração do tratamento;

• Instruções, cuidados com o medicamento;

• Data da emissão;

• Assinatura e número da inscrição do profissional.


Quais são os tipos de prescrição médica?


 Receituário Simples: Aqueles que não necessariamente precisam de uma receita médica para compra, mas indica-se que sejam prescritos por um profissional. Muito utilizado para medicamentos anódinos, conhecidos como analgésicos.

• Receituário de Controle Especial: usamos o receituário de controle especial para a prescrição de medicamentos de tarja vermelha. São medicamentos que contém substâncias sujeitas a controle especial, como antirretrovirais, antibióticos, imunossupressores e antidepressivos.

• Receita Azul ou Receita B:

De acordo com o Manual de Orientações básicas para prescrição médica (2019), esse receituário é padronizado na cor azul. É muito utilizado em prescrições de medicamentos que contenham substâncias psicotrópicas.

• Receita Amarela ou Receita A:

Para medicamentos extremamente controlados é utilizado o receituário na cor amarela. Vale lembrar que cada receituário desse tipo só pode conter um medicamento controlado. Na 2ª edição do Manual de Orientações básicas para prescrição médica, esses estão nas listas “A1”, “A2” (entorpecentes) e “A3” (psicotrópicos).


Uso do carimbo é obrigatório?


-> Um ponto interessante e que vale mencionar aqui é a não obrigatoriedade do uso do carimbo. Essa ferramenta é usada com o objetivo de otimizar o seu tempo de trabalho.

Você pode, inclusive, entregar a receita para o seu paciente sem o carimbo. O elemento indispensável é, na verdade, a assinatura do médico e o registro no CRM.

Mas, se optar por usar o carimbo, é importante conter:

  • a data e a assinatura do profissional;
  • o endereço do consultório ou da residência;
  • o número de inscrição no Conselho profissional.

Para se aprofundar mais no uso correto do carimbo, acesse o Manual de orientações básicas para prescrição médica do Conselho Federal de Medicina (CFM).


4 itens que não podem faltar na sua receita:


Legibilidade

Desde que o mundo é mundo, acreditamos que a letra do médico deve ser difícil de ler, não é mesmo? Quando, na verdade, esse é um dos maiores mitos que circulam na área da saúde.

Uma pesquisa feita pela Revista Abril responde à pergunta que a maioria das pessoas já deve ter feito: por que os médicos têm a letra tão feia? Esse estudo revela que 10% dos profissionais de saúde escrevem garranchos no lugar de letras.

Nesse contexto, de acordo com o Código de Ética Médica, é vedado ao médico:

“Art. 11. Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida identificação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição.”.

Entregar um documento legível ao paciente é obrigatório por lei (lei Federal Nº 5.991), desde 1973.

Sendo assim, em pleno 2021, não tem como ainda ter gente acreditando que letra de médico deve ser ilegível e difícil de ler!

Dosagem

Sim, parece óbvio, só que, ainda assim, um dos erros corriqueiros em prescrições médicas é a ausência da dosagem na receita.

Imagine que o seu paciente chega na farmácia para comprar um antibiótico sem saber qual a dosagem correta!

A ausência da dosagem na receita do paciente impede que ele compre o remédio e inicie o tratamento em tempo hábil.

Viu só o tamanho do problema?

Isso pode gerar um transtorno imenso para o seu paciente, já que a falta de informações veta a venda de qualquer medicamento.

Assim, ele não consegue comprar, muito menos iniciar o tratamento no tempo adequado.

Tempo de duração do tratamento

A dosagem é importante, entretanto, junto a ela é necessário destacar o tempo de duração do tratamento.

Pense comigo: o seu paciente não deve, nunca, sair do seu consultório com dúvidas, mas ele nem sempre irá perguntar o que realmente está escrito na receita, para isso existe o farmacêutico.

Pouco acesso à informação pode prejudicar o tratamento do seu paciente. Sem essa informação, o paciente pode tomar o medicamento por mais tempo que o necessário, ou até mesmo não concluir o tratamento da maneira correta.

Por isso, pensando em driblar esses obstáculos é necessário detalhar tudo na receita. Senão, em todas as peças desse quebra-cabeça o seu paciente sairá prejudicado!

Via de administração

Antes de prosseguirmos, vale lembrar que existem três tipos de via de administração: oral, sublingual e parenteral. 

Com essa informação em mente, vamos aos fatos: a administração de medicamentos por via oral é a mais comum e, por isso, sempre associamos o uso do fármaco a essa forma de administração.

Mas, como diz o ditado popular: nem sempre o certo é o certo. Quando cuidamos de vidas, não dá para levar as coisas na base do achismo, concorda?

Sem contar que, em caso de dúvidas, você pode consultar a bula do medicamento. Um software médico, por exemplo, traz o bulário de cada medicamento cadastrado.

Dessa maneira, você pode consultar a posologia e não errar na hora de prescrever um receituário para seus pacientes.

O que é prescrição médica?

A prescrição médica faz parte da rotina de cuidados de saúde do paciente. É um documento com orientações de uso de medicamentos, que você entrega ao paciente em consultório.

Nesse contexto, após realizar as perguntas e colocá-las na anamnese do paciente, verifica-se os resultados de exame e se inicia a busca por medicamentos que possam solucionar o problema do paciente.

Além disso, é responsabilidade do médico informar e orientar o paciente sobre o uso correto da medicação.

Lembre-se de que a assertividade e clareza do documento é o que vai garantir o sucesso no tratamento do paciente. Sem dúvidas, essa é uma etapa importantíssima para a relação médico-paciente.

Por isso, você vai precisar fazer do jeito certo!

Continue a leitura e saiba exatamente o que não pode faltar na sua prescrição médica.


Como fazer uma prescrição médica?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define seis etapas para o processo mais adequado de uma prescrição medicamentosa. São eles:

• Definição do problema;

• Especificação dos objetivos terapêuticos;

• Seleção do tratamento mais eficaz e seguro para um paciente específico;

• Prescrição, incluindo medidas medicamentosas e não medicamentosas;

• Informação sobre a terapêutica para o paciente;

• Monitoramento do tratamento proposto.

Esse é o caminho para a prescrição médica perfeita!

São muitas etapas e, com tanta teoria, é normal sentir a necessidade de uma ajuda no momento de colocar em prática.

Para isso, você pode contar com um software de prescrição eletrônica. Afinal, a digitalização veio para ficar!


O que deve constar na prescrição médica?

É do senso comum que uma receita correta e completa precisa dos seguintes elementos, de acordo com o Ministério da Saúde (MS):

• Cabeçalho: o uso é obrigatório, não importa o formato, seja na prescrição digital ou na folhinha que você deixa na mesa do consultório. Nele, deve conter: nome da clínica ou consultório, preferencialmente com número de telefone;

• Nome e endereço do paciente;

• Documento e número de identificação do paciente;

• Idade do paciente (para crianças e idosos, principalmente);

• Via de administração (oral, sublingual e parenteral);

• Nome do medicamento, dose, forma farmacêutica e quantidade total do medicamento para o período estipulado no esquema posológico;

• Esquema posológico;

• Tempo ou duração do tratamento;

• Instruções, cuidados com o medicamento;

• Data da emissão;

• Assinatura e número da inscrição do profissional.


Quais são os tipos de prescrição médica?

 Receituário Simples: Aqueles que não necessariamente precisam de uma receita médica para compra, mas indica-se que sejam prescritos por um profissional. Muito utilizado para medicamentos anódinos, conhecidos como analgésicos.

• Receituário de Controle Especial: usamos o receituário de controle especial para a prescrição de medicamentos de tarja vermelha. São medicamentos que contém substâncias sujeitas a controle especial, como antirretrovirais, antibióticos, imunossupressores e antidepressivos.

• Receita Azul ou Receita B:

De acordo com o Manual de Orientações básicas para prescrição médica (2019), esse receituário é padronizado na cor azul. É muito utilizado em prescrições de medicamentos que contenham substâncias psicotrópicas.

• Receita Amarela ou Receita A:

Para medicamentos extremamente controlados é utilizado o receituário na cor amarela. Vale lembrar que cada receituário desse tipo só pode conter um medicamento controlado. Na 2ª edição do Manual de Orientações básicas para prescrição médica, esses estão nas listas “A1”, “A2” (entorpecentes) e “A3” (psicotrópicos).


Uso do carimbo é obrigatório?

-> Um ponto interessante e que vale mencionar aqui é a não obrigatoriedade do uso do carimbo. Essa ferramenta é usada com o objetivo de otimizar o seu tempo de trabalho.

Você pode, inclusive, entregar a receita para o seu paciente sem o carimbo. O elemento indispensável é, na verdade, a assinatura do médico e o registro no CRM.

Mas, se optar por usar o carimbo, é importante conter:

  • a data e a assinatura do profissional;

  • o endereço do consultório ou da residência;
  • o número de inscrição no Conselho profissional.

Para se aprofundar mais no uso correto do carimbo, acesse o Manual de orientações básicas para prescrição médica do Conselho Federal de Medicina (CFM).


4 itens que não podem faltar na sua receita:


Legibilidade

Desde que o mundo é mundo, acreditamos que a letra do médico deve ser difícil de ler, não é mesmo? Quando, na verdade, esse é um dos maiores mitos que circulam na área da saúde.

Uma pesquisa feita pela Revista Abril responde à pergunta que a maioria das pessoas já deve ter feito: por que os médicos têm a letra tão feia? Esse estudo revela que 10% dos profissionais de saúde escrevem garranchos no lugar de letras.

Nesse contexto, de acordo com o Código de Ética Médica, é vedado ao médico:

“Art. 11. Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida identificação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição.”.

Entregar um documento legível ao paciente é obrigatório por lei (lei Federal Nº 5.991), desde 1973.

Sendo assim, em pleno 2021, não tem como ainda ter gente acreditando que letra de médico deve ser ilegível e difícil de ler!

Dosagem

Sim, parece óbvio, só que, ainda assim, um dos erros corriqueiros em prescrições médicas é a ausência da dosagem na receita.

Imagine que o seu paciente chega na farmácia para comprar um antibiótico sem saber qual a dosagem correta!

A ausência da dosagem na receita do paciente impede que ele compre o remédio e inicie o tratamento em tempo hábil.

Viu só o tamanho do problema?

Isso pode gerar um transtorno imenso para o seu paciente, já que a falta de informações veta a venda de qualquer medicamento.

Assim, ele não consegue comprar, muito menos iniciar o tratamento no tempo adequado.

Tempo de duração do tratamento

A dosagem é importante, entretanto, junto a ela é necessário destacar o tempo de duração do tratamento.

Pense comigo: o seu paciente não deve, nunca, sair do seu consultório com dúvidas, mas ele nem sempre irá perguntar o que realmente está escrito na receita, para isso existe o farmacêutico.

Pouco acesso à informação pode prejudicar o tratamento do seu paciente. Sem essa informação, o paciente pode tomar o medicamento por mais tempo que o necessário, ou até mesmo não concluir o tratamento da maneira correta.

Por isso, pensando em driblar esses obstáculos é necessário detalhar tudo na receita. Senão, em todas as peças desse quebra-cabeça o seu paciente sairá prejudicado!

Via de administração

Antes de prosseguirmos, vale lembrar que existem três tipos de via de administração: oral, sublingual e parenteral. 

Com essa informação em mente, vamos aos fatos: a administração de medicamentos por via oral é a mais comum e, por isso, sempre associamos o uso do fármaco a essa forma de administração.

Mas, como diz o ditado popular: nem sempre o certo é o certo. Quando cuidamos de vidas, não dá para levar as coisas na base do achismo, concorda?

Sem contar que, em caso de dúvidas, você pode consultar a bula do medicamento. Um software médico, por exemplo, traz o bulário de cada medicamento cadastrado.

Dessa maneira, você pode consultar a posologia e não errar na hora de prescrever um receituário para seus pacientes.

Perguntas frequentes:

Quais são as principais informações que deve conter em uma prescrição médica?

O nome do profissional e o seu registro junto ao CRM de sua região devem estar logo no cabeçalho da receita.

Como preencher corretamente uma prescrição médica?

O primeiro passo para preencher corretamente uma prescrição é a letra legível. Além disso, as orientações devem ser feitas de forma clara e concisa, para que não haja dúvidas da parte do paciente.   

Qual a importância da posologia numa prescrição?

A posologia é indispensável porque auxilia o paciente a entender como fazer o uso do medicamento corretamente, como horário, via de administração, entre outros.

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